Será que dava para ficar pior? Ainda não caia a ficha que a minha mãe estava fazendo isso, só podia ser por causa dele mesmo, eu estava morrendo de ódio. Fiquei encarando a porta sem saber o que fazer, minha mãe só podia estar louca ao mandar um cara ali quando eu estava sozinha em casa.

— Melissa, ai está você. — Disse ele entrando

— O-o que você está fazendo aqui?

— Vim ver como você está. Sua mãe disse que você veio para casa... Sozinha. Tinha que conferir se estava bem.

— Já que... Já fez isso agora pode ir embora.

— Eu mal cheguei. — indagou com um meio sorriso nos lábios.

— O que você quer na verdade? Por que minha mãe aceitou isso tão facilmente? E o meu pai? O que ele disse? Por que eles te deram o endereço daqui? Você os manipulou?

— Ah! Melissa...

— Não! Meu nome é Mhylla.

— Eu prefiro Melissa. Combina mais com você. — disse ele tocando o meu rosto — Sabe, eu não gosto disso. É... Chato. E acho que você me entende.

— Não sei do que está falando.

— Sabe! Aliás, foi de lá que você veio.

— Você... — comecei, mas ele interrompeu.

— Melissa...

— Mhylla — corrigi, irritada.

Meu nome não era Melissa, qual era o problema dele? Eu ainda preferia ser chamada de Mhylla.

Ele lançou um olhar meio que ameaçador, em seguida passou a mão do meu rosto para o meu cabelo e soltou o mesmo.

— Eu prefiro assim. A Melissa sempre usava o cabelo solto.

— Eu não sou a Melissa.

— Hummm! Talvez seja repentino dizer isso, mas eu sou uma pessoa muito ignorante. Egoísta. Eu não gosto de dividir o que é meu com os outros. Eu sou muito ciumento.

O encarei tentando entender aquilo, mas de nenhuma forma conseguia entender.

— O que quer dizer com isso? — ele tocou meu rosto de novo chegando perto

— Eu sei que você estava com ele — disse ele sussurrando no meu ouvido.

— Quando... Quando disse que não me machucaria de novo... Você já me machucou antes?

Ele ficou parado me observando e depois disse:

— Já. Em uma vida passada.

— Então... Não era você na estrada?

— Na estrada? Alguém tentou te machucar?

— Muitas vezes. A gárgula... As laminas... A estrada, o painel. — enumerei, mas nenhuma das opções pareceu ser familiar para ele.

— Interessante! Só que, não posso deixar isso acontecer de novo.

— Você sabe quem foi? — perguntei observando-o

Tinha realmente outra pessoa na história, mas quem? Quem estava tentando me matar? Eu não tinha feito nada a ninguém, não merecia aquilo.

— Tenho uma suspeita.

— O que vai fazer?

— Não posso deixar machucar você de novo. Dessa vez, nossa história terá um final feliz. — disse ele virando-se.

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