Fiquei na duvida se aceitava ou não, ele estava vestido como o homem da estrada e se fosse ele? Eu estava confusa mais também não poderia ficar ali na chuva, na verdade eu não me sentia insegura perto dele e isso é o que fazia as perguntas sobre ele não ter sentido pra mim, eu não conseguiria acreditar que ele pudesse ter tentado me matar.

Eu o segui e parei na porta da casa dele, estava na duvida se devia entrar ou não, mas acabei entrando já que a curiosidade era maior que eu, e se não aceitasse poderia pegar uma gripe naquela chuva toda, quando entrei, ele fechou a porta e saiu andando.

Olhei em volta, a casa era bem decorada e bonita, não se parecia em nada com o que se via nas casas dali, ou do lado de fora, as luzes estavam apagadas e o que iluminava o lugar era uma lareira que ficava logo à frente na sala. Do lado esquerdo havia um corredor e também uma escada, do lado direito tinha uma porta — que eu obviamente não sabia o que havia ali — e parecia que bem lá na frente depois da sala era a cozinha. Olhei em volta tentando ver se havia algum quadro, alguma foto ou algo do tipo que revelasse alguma coisa sobre dele, mas não havia nada. A casa dele era quente e confortante.

Fiquei perto da porta esperando ele voltar, ele chegou em seguida e me jogou uma toalha e depois virou-se sentido ao que eu achava que seria a cozinha.

— Pode esperar na sala. Eu já volto.

Ele saiu de novo indo pelo mesmo lugar, eu fui até a sala e fiquei parada em pé, não estava a fim de sujar o sofá dele já que estava toda molhada. Eu gostei dali, dava uma sensação de segurança, sossego e conforto.

Eu olhei para a toalha que ele tinha me dado, tinha um cheiro bom e forte, deveria ser dele.

Ele voltou novamente e me entregou uma coisa vermelha, percebi que era um vestido.

— Humm... Isso...

— Era dela acho que deve servir em você. — Disse ele

Dei de ombros meio chocada, eram roupas femininas, provavelmente deveria ser da menina que ele disse que tinha morrido. Ela devia ser importante para ele.

— Por que ainda tem as roupas dela?

— Ela dormia aqui às vezes. — Ele respondeu

Eu não sabia por que mais senti uma pontada de... Ciúmes... Será que essa amiga tinha sido na verdade uma namorada? Claro que não, não tinha porque ele mentir, até porque eu era só uma estranha pra ele.

— Você...

— Quando ela brigava com o namorado. — completou ele

— Deve estar me odiando agora.

— Por quê?

— Por estar na sua casa, parecer com a sua amiga e agora colocar um vestido que foi dela.

Ele não respondeu, apenas foi até a uma mesinha de centro que tinha ali na sala, pegando alguma coisa lá, uma caixinha branca.

— Pode trocar no banheiro, à esquerda. Perto da escada.

— Ok. — disse virando-me e indo procurar o banheiro.

Depois de me trocar e colocar o vestido dela, percebi que tínhamos o mesmo tamanho porque o vestido tinha ficado certo, cabia perfeitamente. Ele era vermelho com um pequeno lacinho lateral, batia acima do joelho. Sai do banheiro e voltei para a sala, ele não estava lá, sentei com cuidado, pois meu joelho ainda doía, assim como a minha cabeça e o meu braço. Já estava cheia de hematomas, de todas as vezes que alguém tentou me matar.

— Para você. — disse ele me entregando alguma coisa e pareceu que estava me avaliando.

Percebique era chocolate quente, uma ótima coisa para se tomar quando estava frio. Eleainda estava usando luvas e jaqueta, ele estava todo molhado, ele deixou a caixinhana mesinha de centro, que percebi que era um kit de primeiros socorros. Ele virou-seficando de costas pra mim e tirou a jaqueta. Meu coração disparou quandopercebi que ele tinha tirado a camisa também, ele virou e vi o abdômen definidoe... lindo dele, e o rosto quase fez meu coração parar... Ele era... Eleera... Lindo. 


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