Ele não respondeu minha pergunta, apenas chegou perto de mim, encostando o rosto no meu. Permanecemos assim por alguns segundos e podia sentir a respiração ofegante dele, seu tórax se elevava e se contraia enquanto seus olhos estavam fechados. Ele parecia estar pensando muito no que iria dizer, como se de alguma forma suas palavras fossem ter algum peso. Tinha alguma coisa errada, alguma coisa tinha acontecido para deixá-lo naquele estado.

— O que aconteceu com você?

— Eu... Não... Sei como explicar. — Disse ele, sua voz também falhava, o que era bem estranho vindo dele.

— Pode tentar.

— É... — Ele hesitou

— Escuta... Desculpa por aquilo, aquele beijo não significou nada pra mim. — Falei

— Você iria sair? — perguntou ele, afastando-se de mim, ele me olhou de cima abaixo e eu corei.

— Iria! Iria ir à sua casa, ia tentar explicar para você. — Eu disse, tentando tocar o rosto dele, mas ele chegou para trás.

— Não posso fazer isso, não quero machucar você.

— Será que dá para explicar o que aconteceu? Está me deixando preocupada.

— Não precisa se preocupar com isso. — Ele disse respirando fundo.

Eu não sabia o que tinha acontecido pra ele ficar assim. Também não achava que fosse por causa do beijo com o Alexander, eu já tinha sérias duvidas se ele sentia alguma coisa por mim ou não.

— Eu... —Ele hesitou — Queria tocar você.

Meu coração acelerou e poderia jurar que meu rosto estava vermelho.

— Então... Faça isso.

— Não posso! Não sei o que estou sentindo e não quero machucar você de novo.

— Como assim de novo? — perguntei surpresa

Ele olhou pra mim e depois desviou o olhar, eu realmente não sabia do que ele estava falando. Ele chegou de novo perto de mim, só que dessa vez ele me abraçou. Eu acabei ficando sem reação, mas me envolvi no abraço dele, podia sentir os músculos rígidos dos braços dele em volta de mim, podia sentir a tensão do corpo dele, queria saber o que tinha acontecido, mas não disse nada. Não sabia que alguma coisa pudesse o abalar tanto assim.

— Eu sinto muito. — Sussurrou ele, no meu ouvido ainda me abraçando.

Eu estava confusa, não sabia o que fazer ou dizer, só sabia que queria ficar ali com ele. Eu queria tentar ajudá-lo no que quer que fosse que ele estivesse passando, mas não sabia como.

— Por quê? — perguntei tocando o rosto dele.

— Por... — começou ele, mas alguém bateu na porta.

Isso era hora de interromper?

— Acho que é a minha mãe. Eu já volto. — Disse eu, indo até a porta

Abri e minha mãe estava parada com a minha mala, tentei não abrir muito para que ela não visse que o Neythan estava ali, ela poderia acabar entendendo errado e armar a maior confusão por isso.

— O-obrigada. Eu acabei esquecendo.

— O que aconteceu com você? Parece alterada. — perguntou ela me encarando

— Não, nada. — Respondi pegando a mala

Ela me olhou de forma desconfiada.

— Estou indo para o trabalho. Se for sair não volta tarde — Ela falou, saindo.

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