Ela saiu sem dizer mais nada, meu pai tinha chegado e estava esperando, ele estava conversando com alguém no celular, depois que me viu desligou.

— Posso passar na lanchonete com as garotas antes?

— Eu levo vocês até lá. Sua mãe quer conversar alguma coisa com você, então é melhor ir para casa. Preciso passar em um lugar rápido. Quando terminarem me ligue, que irei buscá-la.

—Ok. — Disse eu

Não fazia ideia do que minha mãe queria conversar, mas tinha toda certeza que se ela descobrisse sobre o que aconteceu, a reação dela não seria nada normal e muito menos a do meu pai. Assim que as garotas apareceram meu pai nos levou até a lanchonete e depois saiu, dizendo que voltava em seguida.

Acabei pedindo um suco e alguma coisa para acompanhar. Infelizmente não tivemos um momento em paz porque a Ambre tinha aparecido de novo com aquele sorriso cínico dela. Ela estava tomando um milk-shake e acompanhada com Li. Ela sorriu quando viu a gente e se sentou ao meu lado.

— Bom ver vocês. — Disse ela sorrindo

— A tinta fritou seu cérebro? — perguntou Maya parecendo tão surpresa quanto eu Alycia e Roberta — A menina que conheci no baile.

— Oh, não. — Ela falou colocando a mão no coração e fingindo ofendida — Estou tentando ser mais legal.

— Depois do que eu te disse? — Falei, referindo-me aquela provocação do outro dia — Aposto que por dentro está morrendo de vontade de me matar. — Disse eu e ela me olhou sem dizer nada

As garotas observaram, obviamente tentando adivinhar do que estávamos falando, pois elas não viram quando provoquei a Ambre.

— Ah, é... Esquece isso. Que tal um Milk-shake? — disse ela sorrindo

— Não preciso de caridade, tenho dinheiro.

— Só estou tentando ser legal.

— Sabe, preciso perguntar isso, sou meio curiosa, confesso. Acha mesmo que eu fiz aquilo que te disse?

— E não fez? — perguntou arqueando uma sobrancelha, aumentando a voz e depois abaixou de novo.

— Acha mesmo? Eu estava com o Neythan ontem quase o dia inteiro. Não teria como ficar com ele.

— Você...

— Sim. Eu menti. Era para te provocar. Sinto muito, mas não é só você que sabe fazer isso.

— Vocês estavam juntos. Lembro muito bem aquele dia que ele te beijou na porta da sua casa.

— O que? Que dia? — perguntei e ela colocou a mão na boca como se tivesse falado demais — Agora fala. Como sabia disso, se aquele dia não tinha ninguém lá?

— Eu... Estava por lá.

— Alguém te contou?

— Vi com os meus próprios olhos.

— Tá... Não importa. Não estou com ele, essa é sua chance. Por que não vai até ele? Agora poderá consolar ele, será sua oportunidade de ouro. — Falei e ela sorriu

— Está mentindo.

— Pareço estar mentindo? Sei que no fundo você sabe que eu gosto do Neythan e não dele.

O caminho estava livre para ela tentar alguma coisa com o Alexander, se bem que ele tinha deixado claro que não queria nada com ela. Eu gostava do Neythan e o que sentia pelo Alexander não chegava nem perto disso.

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