Capítulo bem pequeno eu sei, mas queria manter a escrita original da primeira vez que escrevi e não aumentá-lo mais,apenas editar mesmo e adicionar algumas descrições. Espero que gostem e não se esqueçam de votar e comentar se gostar. 

Para os que acompanham a algum tempo, dia 07/12 completa exatamente 4 anos de Toque De Sedução. Muito obrigada a todos que me acompanharam na outra plataforma *-* E vai ter especial do ponto de vista do Neythan sobre a primeira e segunda temporada (que ainda não foi finalizado aqui). 

Boa leitura.

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Fomos para um campo onde já havia algumas pessoas ali, notei que àquelas garotas que estavam com um isqueiro antes, não estavam ali. Elas chegaram um tempo depois conversando alguma coisa. Eu me sentei em um banco que tinha ali. Àquelas garotas que usavam uniformes xadrezes vermelhos vieram falar comigo.

— Você sabe que é obrigatório fazer os exercícios, certo? — falou uma loira.

A segunda Ambre que encontro ali

— Não estou com vontade.

— Vai ter punição se não fizer. — Insistiu ela

— Não estou com vontade. — Respondi

Não sabia por que ela se importava com isso, mas não estava interessada em saber, meu braço começava a doer de novo e tudo o que eu queria era ir embora dali.

— Hum... Girls. Olha quem vem ai. — disse a loira

Olhei para ver quem era e vi alguns garotos saindo do outro prédio e entrando no campo, onde já havia algumas pessoas se exercitando.

— Achei que os dois lados não pudessem se misturar — eu disse

— Não podem. Só aqui no campo e com supervisão das treinadoras. — Ela virou o olhar para o outro lado — Minha nossa aquele Kyle é o mais lindo de todos. Queria ter alguns minutos com ele... — disse a loira, a essa altura ela devia nem lembrar que eu estava ali.

— Então vá falar com ele. — instruiu a outra que estava ali — As treinadoras não irão falar nada é só conversar mesmo.

— Querida — Falou, em tom meloso — Não preciso disso. Ele já está vindo aqui. — disse ela jogando o cabelo para trás.

Ele veio até onde ela estava com outro rapaz, ela sorriu para ele e ele me encarou.

— Quem é? — perguntou ele

— Ela é uma novata.

— E estou saindo daqui. — Eu disse levantando-me.

Fiquei do lado de fora do campo, obviamente uma treinadora veio falar comigo, disse que não queria fazer, pois meu braço ainda estava doendo, ela insistiu e disse que se eu não fizesse teria punição em dobro e etc. Não me importei. Observei o local e havia guardas para todo lado.

Outra treinadora veio falar comigo e essa parecia bem mais chata que todas as outras, no uniforme dela estava escrito Tânia.

— Venha comigo, por favor.

— Vai me obrigar a fazer isso?

— Claro que não.

Eu a segui até um lugar perto do prédio. Havia outro prédio ali, só que esse era bem menor que os outros, vi que era uma enfermaria.

— Dê uma olhada no braço dela. — disse a treinadora para uma enfermeira — Ela precisava começar os deveres aqui neste colégio.

Olhei indignada para ela. Não acreditava que ela achava que eu estava fingindo. A enfermeira pegou meu braço e tirou o gesso, ela não tinha sido nada gentil, o que fez doer mais ainda.

— Poderia ter cuidado? Doeu, sabia?

— Seu braço está em perfeito estado. — Ela encarou-me com uma sobrancelha arqueada.

— Não está quebrado e sim fraturado.

— Pode muito bem aguentar.

—Já tentou fazer as coisas com o braço fraturado? — perguntei olhando para ela.

Ela deu de ombros

— Já que está tudo bem, você pode voltar para o campo e... — começou a treinadora quando ouvimos um alarme.

— O que é isso? — Perguntei

— É o alarme de incêndio. — Disse a enfermeira de olhos arregalados, ela parecia estar entrando em estado de alarme.

— O que? Como assim? — perguntei assustada

— Treinadora?! Está tendo um incêndio no prédio das garotas — gritou alguém lá fora

— No prédio das garotas? A... A Mary está lá dentro. — Eu disse e sai correndo lá para fora.

Olhei o prédio e vi que a fumaça já tomava conta da metade do prédio, ainda não tinha chegado aos dormitórios.

— Mas a... Mary está na cozinha... Ela...

— Não se preocupe. Tomamos o maior cuidado aqui. O gás não fica lá na cozinha, tem um prédio especifico. — Disse a treinadora.

Eu estava entrando em pânico, porque todo mundo estava calmo? Havia uma garota lá dentro, uma pessoa. Ninguém iria fazer nada? O prédio estava em chamas.

— Não vão fazer nada? Tem uma garota lá dentro. — Falei, apontando para o prédio.

Não importei com os olhares que as pessoas me lançavam, minha única preocupação era a Mary.

— Não. Não tem — Disse Sharon encarando-me.

Todos já estavam ali fora, até os garotos do outro prédio, menos a Mary. Cadê ela?

— Tem sim. A Mary ficou, pois ela não estava se sentindo bem.

— Não tem ninguém lá dentro — disse ela estranhamente — Nós vimos quando... Quando estávamos indo para o campo. A treinadora trancou todas as portas, para nenhuma espertinha entrar.

— Trancou? A Mary ela... Ela... Ela ficou lá. Como ela vai sair?

— Os bombeiros estão chegando, mantenham a calma.

— Manter a calma como? Estão agindo como se nada estivesse acontecendo. — Eu quase gritei

Eu parecia ser a única pessoa preocupada ali, talvez eles fossem treinados para esse tipo de situação, mas eu não. E mesmo que fosse treinada para isso não ficaria tão calma, tinha uma pessoa lá dentro, porque eles estavam sendo tão insensíveis? Alguém tinha que fazer alguma coisa.

Houve um estrondo lá dentro.

— Mary? — eu disse na intenção de ir até lá, mas alguém segurou o meu braço.

— Escuta aqui, você não vai fazer isso. Ninguém quer ser culpado por causa de uma burrada de uma garota. — Disse Sharon

— Escuta aqui você. Tire as suas mãos de mim. Se você não se importa com os outros o problema é seu. — Eu disse me livrando da mão dela e correndo para o prédio.

Se ninguém iria fazer nada, eu iria.


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