Ignorei e tentei tirar aquela suposição da minha cabeça, na verdade devia ser isso o que eu estava fazendo o tempo todo, não querendo acreditar naquilo, eu ser a Melissa? Preferia acreditar em coincidência. Não era o tipo de pessoa que acreditava em reencarnação, isso não podia ser real.

Cheguei em casa ao mesmo tempo que os meus pais, minha mãe me encarou de forma estranha, e meu pai continuou ao lado dela, já estava prevendo uma bronca.

— Onde você estava? — perguntou minha mãe

— Fui caminhar.

— Hã... Sei. — falou ela, com um olhar ainda mais desconfiado, eu sabia que ela não tinha caído naquela, mas pela expressão dela não achava que fosse fazer mais perguntas.

— Eu tenho uma coisa para você. — disse

Quando entramos, peguei o amuleto e entreguei para ela, ela me olhou desconfiada, mas acabou colocando, eu sabia que ela aceitaria porque ela gostava de coisas assim.

— Por que está me dando isso? — perguntou ela

— É... Eu achei que iria gostar.

— E acertou! Eu adorei. Obrigada.

Na segunda-feira na aula de educação física vi que Ambre não tinha aparecido, pelo que as meninas disseram deveria ter acontecido alguma coisa porque ela só não aparecia na escola quando levava suspensão, e esse não parecia ser o caso. O dia seguinte seria o dia do jantar, mas como o amuleto não fazia efeito na hora, eu achava que teria que ir do mesmo jeito.

Não que houvesse problema em um simples jantar, mas era o Alexander. Eu não sabia bem do que ele era capaz, pelo menos a minha mãe iria junto com a gente e não precisava me preocupar com ele.

Em casa, vi o Neythan chegando de algum lugar, ele parecia estar falando com alguém no celular, o que para mim foi uma grande surpresa já que achava que ele não gostava de se relacionar com o mundo lá fora.

— Oi. — disse ele quando me viu.

— Olá! Eu não sabia que era tão moderno assim. —Disse brincando

Achava que ele não gostava de usar celular. Na verdade achava que ele não gostava de ficar perto ou falar com pessoas. Eu tinha quase certeza.

— Não é por que eu quero.

— Como assim?

— É uma investigadora. Tenho que me encontrar com ela amanhã à noite.

— Por quê? — perguntei surpresa

— Eu era um suspeito da morte dela. Só que como havia outro suspeito e ele sumiu na cidade, me eliminaram como suspeito.

—Nossa... Acharam que você matou sua amiga?

— Eu era a segunda pessoa mais próxima dela. Foi normal pensarem isso.

Normal? Desde quando era normal uma pessoa ser acusada de ter matado sua própria amiga? Eles deviam ter algum problema.

— Por que vai se encontrar com ela?

— Resolver algumas coisas já que não sou mais um suspeito.

— Ah!

Ele falando em sair no dia seguinte à noite me fez lembrar que seria no mesmo dia em que eu iria ao tal jantar. Aii... Por que eu não parava de pensar nisso? Se fosse por mim, eu não iria nesse jantar, mas tinha prometido sem querer.

— Obrigada pela ajuda com a minha mãe.

— Tome cuidado com ele. Não acho que ele vá fazer alguma coisa com você, mas não custa ter cuidado.

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