*Psst* Notice anything different? 👀 Find out more about Wattpad's new look!

Learn More

REF: CAPÍTULO 19: BAILE E 20: DE VOLTA A CASA DO VENI

Ele deveria ter lutado contra todas as razões que o fez pensar em ir até lá, se ele estivesse com bom juízo, teria recusado, teria virado as costas e ido em outra direção, mas bem... ele não estava.

Quando ela o convidou para ir ao baile com ele, ele estranhou. Ela sabia em parte que ele preferia evitar multidões, sabia que não gostava disso, bailes e festas insinuavam muitas pessoas em um lugar só e ele ficava confuso com isso, por causa de quem ele era. Mas ela pareceu sincera e foi ao querer que ele fosse, e ela estava tão fofa quando fez o pedido a ele que ele quase não resistiu. Teve que lutar contra si e as vozes na cabeça que diziam ser uma má ideia e a outra que o incentivava fortemente a ir. Bom, a segunda ganhou.

Ele nunca gostou realmente de sair, sempre preferiu o conforto do lar e por causa disso nunca precisou se preocupar em ter que comprar ternos ou coisa do gênero, não havia lugar para ir, mas por sorte ele tinha um terno no armário que havia ganhado de Loren e nunca usado. Estava novo e serviria para aquela noite.

Terminou de se arrumar e não pôde esquecer as luvas, pegou um pedaço de papel na mesinha e escreveu algo para ela, em seguida deu uma última olhada para o que estava em cima da mesinha. As plantas.

Apenas uma delas ainda estava viva.

Respirou fundo e pensou consigo mesmo. Conseguiria.

Antes de conhecê-la, ele nunca precisou ou sentiu extrema necessidade em ter que controlar o poder que corria nas veias dele, nunca encostou em ninguém, não precisaria e não o faria, pensou na época, mas agora... Algo mudou.

Ele havia treinado varias vezes no porão, era um lugar no final do corredor que ele usava para experimentos, tinha a necessidade de saber e encontrar uma cura para aquilo que ele era.

As plantas em cima da mesinha foram as últimas tentativas antes de decidir se iria ou não ao baile. Eram cinco ao total: focou na primeira e respirou fundo, a tocando, estava nervoso por dentro e ansioso, queria ser breve e rápido. A planta secou perdendo a cor e indo de um verde para um cinza. Na segunda, ele tentou não ficar tão nervoso, se não tivesse nascido daquele jeito, com aquele poder, nunca teria precisado fazer isso, ao notar já tinha tocado a planta e ela estava morta. Terceira tentativa: Já estava perdendo as esperanças, não conseguiria, mas também não desistiria. Ignorou os maus pensamentos e focou na planta, outra tentativa que deu errado. Estava nervoso demais. Com a quarta tentativa foi a mesma coisa.

Decidiu parar, estava ansioso demais, nervoso demais e sendo muito negativo. Ele queria fazer isso, não só por ele, mas ela também.

Ele voltou seu pensamento a senhora que cuidou dele até os cinco anos de idade, "Você precisa relaxar, pense em algo bom, algo que te deixa feliz" , " Se você não acreditar em você mesmo, no seu potencial, quem vai?", "Precisa ter mais confiança em você mesmo, no fundo você sabe que consegue", essas haviam sido as palavras dela na época quando o estava treinando, infelizmente não conseguia terminar de fazer isso.

Respirou fundo, última tentativa.

Afastou todos os pensamentos que não tivessem relação com o por quê de ele estar fazendo isso, era por ela. Para vê-la e talvez até dançar com ela, queria ver como ela estava, em todos os sentidos, tanto física quando emocionalmente. Queria saber se ela estava bem e não mais com aqueles hematomas, queria ver novamente o sorriso dela, de que forma estava vestida aquela noite. Queria convidá-la para dançar e sem seguida tirá-la dali, já que provavelmente ele — Alexander — estaria lá. Ele pensou no olhar dela e no sorriso que fazia com que seu coração acelerasse algo que ele pensou nunca ser possível.

Toque de SeduçãoLeia esta história GRATUITAMENTE!