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Pen Your Pride

Na ida para casa, minha mãe decidiu passar em uma cafeteria onde ela iria comprar um cappuccino, eu fiquei no carro esperando, mas como a demora estava demais decidi sair do carro e esperar do lado de fora enquanto tomava um pouco de ar. Não via qual o problema em comprar um simples cappuccino em uma cidade que não era tão movimentada e com certeza o lugar não estava muito lotado, só havia algumas pessoas entrando e saindo.

Do nada comecei a sentir aquela sensação de estar sendo observada de novo, não era uma sensação legal, às vezes chegava a incomodar, levantei olhando em volta procurando para ver se era alguém, mas como em outras tentativas, não encontrei nada.

De repente escutei um barulho estranho, não sabia o que era, mas parecia que alguma coisa estava... Quase caindo. Tentei ouvir de onde o barulho vinha só que não conseguia identificar, até que escutei o barulho se intensificar e quando olhei para cima vi que o painel que anunciava o nome da cafeteria estava caindo, neste mesmo instante alguém me puxou para trás evitando que o negocio caísse em cima de mim.

Fiquei olhando chocada para o chão onde o painel tinha caído, se não fosse por aquele homem que estava tomando café ali, eu estaria com certeza machucada ou... Engoli um seco ao pensar isso. Todos que estavam ali me olhavam e perguntavam se eu estava bem, e tinha uma mulher ao lado do homem que tinha acabado de me salvar, acho que devia ser esposa dele, ela parecia apavorada também. Estava me observando de boca aberta e com a mão no coração. Minha mãe quase gritou quando me viu ali.

— O que aconteceu?

— Esse painel caiu lá de cima — explicou o homem já que eu estava em pânico e não conseguia responder

— Oh! — disse minha mãe me olhando para ver se eu estava bem — Como... Como...

— Mãe! Eu estou bem, e obrigada — disse ao homem e entrei no carro.

Fiquei pensando quais eram as possibilidades de ser apenas coincidência aquelas duas pessoas me fazerem uma ameaça e logo em seguida um painel quase cair em cima da minha cabeça. Claro que eles não tinham feito aquilo... Não tinha como, porque ninguém poderia simplesmente fazer um movimento e jogar aquilo em cima de mim... Ou podia? Será que... Será que algum dos dois tinha alguma coisa a... Não... Isso seria loucura. Claro que podia ser coincidência... Aquela cidade estava me deixando cada dia mais louca.

— Eiii... — chamou minha mãe, percebi que ela devia estar me chamando há muito tempo pela cara que ela fez.

— O que mãe?

— O que aconteceu? Você me deixou preocupada.

— Não foi nada demais. Só... Só aquele painel que quase caiu em cima de... mim.

— Hã? Nada demais? Um painel quase cai em cima da sua cabeça e não é nada de mais? Tenho que...

— Não temos que fazer nada, vamos para casa.

Eu sabia o que ela pretendia fazer e não queria causar confusão por causa daquilo. Eu estava bem, fisicamente estava, mas emocionalmente eu estava... Apavorada.

Chegando em casa, olhei para o lado e percebi que o meu vizinho estava chegando de algum lugar, ele estava como sempre e novamente não consegui ver o rosto dele, ele não olhou para o lado enquanto abria a porta da casa dele e entrava.

— Não sabia que tínhamos um vizinho. — disse minha mãe surpresa — E pelo que parece ele não é muito de conversas. Você sabia disso?

— Hã? É... N-Não! Quer dizer... Não. — disse desviando o olhar dele — Eu não sabia.

Eu não tinha escolha, eu não mentia para minha mãe, mas desde que cheguei naquela cidade estava fazendo isso, e onde será que ele estava? Eu nunca tinha o visto chegando de algum lugar àquela hora do dia, se é que eu morava ali só há alguns dias então não dava para saber ao certo.

Depois de almoçar fui para meu quarto, e depois de um tempo ali no quarto fazendo lições da escola eu decidi pegar o diário da Melissa. Eu não negava que estava morrendo de curiosidade para saber o que estava escrito lá, já que esse nome ficava me perseguido e o diário parecia ser um pouco antigo.

Tentei novamente abri-lo, mas não consegui, pensei na possibilidade idiota de tentar a chave que eu usava no meu diário. Ela era de família e foi passando de geração a geração, era uma coisa boba, mas meu pai dizia que essa chave poderia abrir qualquer coisa e a quem ela pertenceu primeiro, ele não sabia. Eu então tinha mandado fazer um cadeado para aquela chave, e comecei a usar para o meu diário.

— Não custa tentar. — disse a mim mesma

Tirei a chave do pescoço e encaixei na fechadura do diário da Melissa e girei, ele fez um click e eu me espantei. Olhei para o diário surpresa, será que realmente a chave tinha aberto o diário? Não podia ser.


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