Estava quase inconsciente e não conseguia ver quase nada, não sabia onde estava, deveria estar nos braços de alguém, pois dava para perceber o caminhar, só conseguia ver alguma coisa branca. Era uma camiseta. Será... Será que... Que eu tinha morrido e aquela bela imagem era um anjo? Podia sentir os braços firmes e o calor que me envolvia, apesar de não conseguir ver sua imagem, eu gostava completamente.

— Anjo...

Acebei dizendo isso meio que inconscientemente, a imagem respondeu alguma coisa s só que não consegui entender, pois ao mesmo tempo escutei algumas vozes apavoradas e algumas pessoas gritando. Eu estava perdendo a consciência.

— Ela está ali.

— Ele conseguiu.

As vozes saiam abafadas, algumas pessoas estavam gritando tudo coisas que não conseguia entender e então já não vi ou ouvi mais nada.

Abri os olhos e observei o ambiente, estava claro ali, logo percebi que era um ambiente hospitalar, só não sabia se estava na enfermaria do internato ou mesmo no hospital. Havia alguém segurando minha mão e eu confessava que queria que continuasse assim, aquele toque era... muito familiar. A mão que eu tinha fraturado antes estava enfaixada de novo.

— Bom dia.

— Dia? — perguntei confusa. E aquela voz... Eu adorava ouvir aquela voz.

Virei à cabeça e vi que era o Neythan, não negava o quanto eu estava surpresa, ele ali? Isso era real? Ele tinha mesmo saído de lá e ido até ali? Não importava se era ou não, só sabia que queria que ele me abrasasse e não soltasse mais.

Ele sorriu ainda segurando minha mão e disse:

— É. Dia. Dormiu a noite toda ontem.

— Cadê a Mary? — perguntei, mas me dei conta de que ele não sabia quem era — Quer dizer...

— Ela está lá fora. Não saiu daqui desde ontem também.

Ele me olhou de uma forma que demonstrou o quanto ela — Mary — devia ter ficado preocupada comigo, que bom que ela havia conseguido sair, eu ficava feliz com isso.

— E o internato? — lembrei das minhas coisas que haviam ficado lá — E o meu diário?

— O incêndio foi contido. Boa parte do internato está intacta. E as suas coisas ficaram lá. O incêndio não chegou aos dormitórios.

Respirei aliviada, até parecia que não nos encontrávamos a séculos.

— Senti sua falta... — Falei

— Também senti sua falta. — Disse ele sorrindo

Poderia ter sido só um dia — agora dois— mas pareceu uma eternidade, eu não gostava dali e queria ir para casa. Queria sentir o conforto do meu lar de novo.

— Como sabia onde eu estava? — perguntei

Ele deu de ombros

— O Alam me ligou me contando tudo. Ele me passou o endereço e decidi vir pra cá, pois não poderia deixar você aqui.

— Então era pra isso que ele queria meu celular... — eu disse sorrindo.

Ele continuou a segurar a minha mão e em seguida olhou para a porta.

— Tem alguém querendo falar com você. — Falou, levantando-se e eu segurei a mão dele

— Não vai.

— Não quer conversar a sós com ela? — perguntou, arqueando uma sobrancelha.

Alguém bateu na porta abrindo, era a Mary e ela parecia estar muito bem. Ela sorriu quando me viu e entrou. Retribui o sorriso analisando-a mais uma vez.

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