Fiquei parada observando o lugar, quando ele tinha me mostrado ali pelo pensamento naquele dia na casa dele, não imaginaria que fosse tão real, quer dizer, de alguma forma eu esperava isso, mas literalmente eu não esperava. O lugar era muito lindo: várias árvores floridas, passarinhos cantando, borboletas voando e era até possível ver alguns raios do sol, parecia até mesmo um sonho, um jardim de conto de fadas.

— Nossa! Eu achei que não fosse real. — Falei surpresa, ainda observando o lugar

Ainda não acreditava que estava ali, nunca me passou pela cabeça que pudesse ser real o lugar em que ele me mostrou na visão dele. Dava até para escutar o barulho de uma cachoeira, era maravilhoso.

— Sabia que iria gostar. Estava esperando um momento adequado para te trazer aqui.

Eu sorri

— Eu adorei. Achei que não fosse real.

— Aquilo que te mostrei foi de uma vez em que vim aqui.

Dei de ombros, ele tinha o dom de fazer isso, era uma coisa legal. Eu gostava.

— Ah — Falei olhando boquiaberta para o passarinho azul que acabava de passar — Até o passarinho azul, isso é tão lindo.

— Venha. Vou te mostrar uma coisa. — Disse o Neythan e eu o segui.

Eu o segui por entre as árvores e chegamos até a cachoeira, era exatamente do mesmo jeito que tinha visto lá, só que agora era bem real, podia ver a água cristalina, o som da água caindo e atingindo a superfície, o cheiro muito bom de rosas, eu não tinha palavras para descrever.

Descemos até as rochas e sentamos perto da cachoeira,

— Como descobriu aqui?

— Foi há muito tempo. Venho aqui só às vezes.

Eu o olhei, enquanto ele mantinha o olhar nas águas.

— Posso perguntar uma coisa? Não tem nada a ver com aqui. É... sobre o Lionel. Por que ele age assim?

Ele voltou o olhar para mim, sua expressão era serena, mas sabia que naquele momento muita coisa deveria estar passando na cabeça dele.

— Ele acha que eu matei a Loren.

Dei de ombros mantendo o olhar no dele. Isso era louca, porque o Neythan mataria a própria amiga dele? Não fazia sentido.

— Ele era o namorado dela?

— Quase isso.

— Achei que tivesse dito que o namorado dela a matou. Então por que ele acha que é você?

— Ela frequentava um lugar perto de onde eu trabalhava. Sempre que saia do trabalho eu os via juntos. Ele era meio que temperamental. Na maioria das vezes ficava com ciúmes dela ou alguma coisa assim. Uma vez estava saindo do trabalho e vi os dois discutindo. Acabei que entrando na discussão deles.

— Por quê?

— Não deixaria um cara bater em uma garota.

— Ele batia nela?

— Não exatamente. É como eu te disse. Quando... Perdemos o controle, não há muito que se possa fazer, é como um demônio que toma conta. Foi isso que aconteceu com ele. Eles acabaram brigando e depois voltando e ficava nisso. Tentei contar o que ele era, mas ela achava que eu apenas estava com ciúmes ou com inveja. Um tempo depois ela descobriu, mas já era tarde.

— Mas e sobre você?

— O que aconteceu com ela foi que ele tinha controle sobre ela, sempre que ela descobria, ele mudava os pensamentos dela, só que depois de um tempo não deu mais. Ela conviveu com ele por um bom tempo e isso acabou afetando-a, ela fazia tudo o que ele pedia. E quando alguém usa esse poder em uma pessoa demais, acaba... meio que... Corroendo a pessoa. Poderia dizer assim, então... basicamente ele a matou.

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