A noite ficou aquele clima estranho no jantar, minha mãe me olhava esperando que eu dissesse a verdade para o meu pai, e meu pai olhava sem entender nada. Resumindo: um silêncio total no jantar. Sem contar o desconforto que estava sentido, não era bem sobre aquela situação, mas desde mais cedo tinha ficado daquele jeito. Estava começando a sentir faltar de ar, estava com dor de cabeça e enjoada.

— Não tem uma coisa para dizer para o seu pai? — perguntou minha mãe, me observando.

— Ah! Isso... É... — comecei, mas ousei terminar.

Não tinha intenção nenhuma de continuar a conversa, não queria falar daquilo com meu pai, de jeito nenhum.

— O que aconteceu que você não para quieta nessa cadeira? — perguntou meu pai

— Não é nada. — Falei

Claro que era. Eu só não sabia o que. A última vez que tinha acontecido isso foi quando eu tinha tomado... Não! agora tinha me tocado por que a Ambre tinha sido "legal" na parte do suco e o Neythan tinha falado para que eu tivesse cuidado com o que eu iria comer ou beber. Com certeza era culpa da Ambre. Ela devia ter pedido daqueles sucos com leite ou alguma coisa parecida, não tinha notado tanta diferença no momento. Eu precisava fazer alguma coisa ou isso poderia acabar de um modo ruim. Não era algum tipo de intolerância grave, não antes. Agora já não sabia mais.

— Acho que é intolerância.

— O que? – perguntou minha mãe, surpresos, com certeza não esperava que eu dissesse isso.

— Intolerância alimentar. Lembra da última vez?

— Mhylla? Vai mudar de assunto agora? — perguntou ela e meu pai se levantou

Ele pegou meu braço e me observou, minha mãe ficou impaciente provavelmente querendo contar de uma vez.

— Não é mentira. — Disse meu pai — Está ficando como da última vez, você está muito pálida. — Andou tomando leite?

— Não que eu quisesse. —Falei — Quer dizer, depende.

Se tirasse o fato de eu digerir pouca quantidade de leite diariamente seja por derivados até ia, até porque era algo aceitável, mas se a quantidade fosse alta — tipo tomar um copo cheio — poderia sim dar problema.

— Como assim?

Ele estava confuso, ainda segurando o meu braço como se eu pudesse cair a qualquer momento, não que eu estivesse tonta ou algo do gênero.

— Nada não.

Ele me soltou indo até o balcão e pegando as chaves.

— Vou levar você ao medico.

— O que? Não! Não precisa disso.

— Por que não?

Ele arqueou uma sobrancelha esperando uma resposta.

— Porque... Não precisa.

— Claro que precisa, sabe muito bem que isso pode piorar.

— É melhor vocês irem. Aproveita e conta para o seu pai no caminho. A verdade, sabe? — Disse ela passando entre nós e subindo para o quarto.

— O que deu nela?

— Tenho uma coisa para contar, só que não agora.

— Então vamos. — disse meu pai pegando as chaves do carro dele até que o telefone toca

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