Fiquei parada esperando alguma reação dele, ele estava relutante e eu já tinha quase certeza do que ele diria a seguir. Eu te conto depois.

— Isso eu... Eu prometo que te conto assim que der.

— Por que não diz agora? Porque tanto mistério?

— Eu não posso.

— Ok. — Disse eu, sentando-me na cama.

Era muito estranho o jeito que ele estava agindo, era claro que eu estava curiosa para saber por que ele estava assim, mas decidi tentar deixar para quando ele quisesse contar.

Ele sentou-se ao meu lado pegando na minha mão e me beijou, retribui, puxando-o para mais perto e chegamos para trás, deitamos na cama ainda nos beijando e ele tocou minhas costas. Estava tentando me concentrar naquele beijo, mas tinha alguma coisa... Alguma coisa me incomodando.

— E-espera. — Falei, sentando-me, tinha alguma coisa me incomodando, estava machucando a minhas costas.

Passei a mão na cama tentando encontrar, até que achei. Era o diário da Melissa que eu tinha esquecido ali em cima da cama. Ele me olhou um pouco surpreso.

— Melissa? — perguntou ele, olhando o diário na minha mão.

Assenti

— Eu achei lá em casa no quarto. Tinha me assustado e acabei quebrando o chão e ai eu achei.

— E você leu? — perguntou ele, sentando-se ao meu lado.

— No começo não. Só depois que as meninas me contaram a história da cidade. Eu estava meio que tendo um déjà vu, então fiz isso.

— E você acredita nesta história?

— Do diário?

— Não! Da cidade.

— Às vezes. Eu fui ao castelo do Alexander e a empregada ficou me chamando de Melissa — disse eu, e depois coloquei a mão na boca, tinha falado demais.

— Você... Foi na casa dele?

Sua expressão era de surpresa e alguma outra coisa que eu ainda não conseguia identificar.

— É... Não exatamente. Eu achei o endereço no diário e fui até lá verificar.

— Ele estava lá?

Ele observou-me em silêncio esperando uma resposta minha, uma sobrancelha estava arqueada e eu tinha certeza que ele realmente queria saber a resposta. Depois do que tinha acontecido com o Alexander, eu ficava constrangida em ter que falar disso com ele, parecia algo como traição, mas eu não sabia o que pensar a respeito, nem sabia se estávamos mesmo namorando antes. Agora a situação era diferente, pois eu já tinha me confessado.

— Não. — Falei — Ah... Será que dá para esquecer essa parte? Não falei por querer, eu não vou voltar lá de novo.

— Se lembra de alguma coisa do diário?

— Eu não quero acreditar que possivelmente eu seja a reencarnação da Melissa. Eu não acredito em reencarnação, e... Não quero isso. Apesar de às vezes achar que muita coisa nele foi eu que escrevi.

— E se você for ela, mesmo? — perguntou ele, observando-me.

Ele tinha o olhar no meu, de uma forma que me prendia a ele e eu não conseguia desvia.

— O que quer dizer?

— Você sabe que nesta possível reencarnação da Melissa, o destino dela é com ele.

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