Liguei para o Neythan para avisar que tinha acabado as coisas por ali, ele me disse para aguardar que viria me buscar. Alguns minutos depois ele surgiu no estacionamento da biblioteca, eu não acreditaria se não tivesse visto com os meus próprios olhos.

Ele estava em uma moto, daquelas usada por caras bad boys. Apesar da surpresa eu acabei sorrindo, ele ficava incrivelmente sexy nela.

— Preciso dizer que estou surpresa? — perguntei e ele sorriu

— Não. Decidi que não vou tentar agradar todo mundo agora vou viver do meu jeito.

— Achei que já fazia isso.

— De um modo diferente — disse ele me entregando um capacete

— Fiquei sabendo de algumas coisas hoje. Mark Muller é como vocês. Quer dizer como o Lionel. Ele disse que a minha vida corre perigo e que tinha que dar um recado para o Alexander e hummm... Para a Ambre. Também disse que há algum tipo de encantamento perto da floresta é verdade, não é?

— É. Só algumas pessoas conseguem passar. O lugar que te levei é do lado contrário da casa dele, nenhuma pessoa normal talvez conseguisse entrar lá. E não tem que se preocupar, sua vida não está tão em perigo.

— Não está?

— Eu teria visto se tivesse. Sempre que poderá acontecer alguma coisa que pode acabar te tirando de mim eu consigo ver, geralmente nos sonhos.

— Quer dizer que pode acabar levando a minha morte? — Eu perguntei e ele desviou o olhar

Ele não gostava quando eu dizia "minha morte" como se não fosse nada.

— Vamos sair daqui?

— Vamos. Tem alguma ideia para onde podemos ir?

— Em outro dia teria preferido a minha casa. Mas hoje não.

— Por quê? — Perguntei, ele parecia gostar de ficar na casa dele.

— Meus pais estão lá.

— Entendi. Está evitando eles.

— Levaram a ideia do jantar a sério. Vão ficar lá até amanhã depois do jantar.

— Já que não tem nada em mente, quer sair comigo hoje à noite? Mary pediu para que eu mostrasse a cidade para ela e não aceitou não como resposta.

— Não sei...

— Por favor? — Pedi fazendo biquinho e ele sorriu angelicamente — Como um casal de namorados. Nunca saímos juntos e acho que seria uma boa ideia. Minhas amigas acham que eu estou namorando um Gasparzinho. Só viram você uma vez pela janela do meu quarto.

— Tá bom. Talvez seja uma boa ideia.

— Obrigada. — Eu disse dando um beijo nele

De noite me arrumei para sair com a Mary, acabei chamando o Alam para ir e fazer companhia para ela, de tão feliz que ele estava por eu ter aceitado ser a "modelo" dele ele acabou aceitando. Arrumei colocando um vestido azul claro com uma jaqueta preta de couro, meia-calça preta e botas. Optei por deixar o cabelo solto e como não usava muita maquiagem apenas passei brilho labial, peguei meu celular as chaves e por precaução dinheiro.

Assim que desci vi que o Alam já estava pronto, ele usava uma calça jeans com camiseta de gola V e um colete (o que nunca faltava nas roupas que ele usava), e usava um all star preto.

— Humm... Você está muito chique. — Falei e ele veio até onde eu estava

— Eu nasci chique — disse ele bagunçando meu cabelo

— Alam? Eu acabei de pentear o cabelo.

— E eu acabei de bagunçar. — Ele falou, sorrindo — E, aliás... Você também está muito chique.

Voltei para o banheiro para arrumar novamente o meu cabelo, ao mesmo tempo em que a campainha tocou. Deixei para que o Alam atendesse já que ele estava no andar de baixo e seria mais rápido. Assim que desci vi que o Alam estava conversando com alguém ao telefone, o Neythan parado no batente da porta de braços cruzados, eu fiquei paralisada olhando para ele. Ele estava usando jaqueta preta, camiseta, calça jeans e bota também preta. Meu coração acelerou, ele ainda tinha esse efeito sobre mim e continuaria tendo eternamente, ele ficava muito charmoso daquele jeito. Isso só afirmava mais ainda o potencial que ele tinha de parecer um bad boy, sem realmente ser um.

Sorri e quando ele me observou fez o mesmo.

— Mhylla? Oi? Está ai? — chamou alguém

Virei e vi o Alam do meu lado me encarando.

— Ah, estou aqui.

— Mas sua mente não. — Disse ele com um sorriso malicioso

O Neythan entrou vindo até onde eu estava ele passou o polegar nos meus lábios tirando o brilho que eu tinha passado.

— Não gostou? É sabor morango — eu disse em tom de brincadeira provocando e ele sorriu

— Prefiro você sem ele. — disse ele me beijando.

— OK. Hoje eu dirijo. Podemos encontrar com a Mary na porta da balada que fomos àquela vez, ou podemos passar na casa dela. — Disse o Alam

— Não sei onde ela mora. Acha mesmo uma boa ideia? Em uma balada?

Na outra vez que fui com ele (quando tinha terminado com o Neythan) eu acabei não arriscando dançar e também não sabia se era um lugar adequado para a Mary.

— E se a Mary...

— Liga para ela e pergunta — sugeriu o Alam — Aposto que ela concorda comigo.

Fiz isso e como o Alam tinha dito ela preferiu a balada, a irmã dela acabou deixando, pois achou que seria melhor para a Mary divertir um pouco, pois ela não fazia isso há tempos.

O Alam dirigiu até o lugar combinado, eu fui no banco de trás com o Neythan, ele olhou pra mim e passou a mão na minha coxa, isso causou um arrepio nas costas, eu cheguei para perto dele e ele começo a me beijar, eu retribui no mesmo instante passando a mão no cabelo dele.

— Querem que eu pare em um motel? Sabe, eu acho que ainda dá tempo. — Disse o Alam e eu me sentei arrumando o meu vestido e comecei a rir

Encontramos com ela no lugar combinado, não era tão acostumada a sair para lugares assim (ainda mais para baladas) e ainda mais em dia de terça-feira.

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