Era a mesma coisa que tinha acontecido com a Ambre, ela agiu de um jeito estranho e depois perdeu o controle e os olhos dela tinham ficado vermelhos. Sabia que alguma coisa não estava bem. Eu tentei novamente sem sucesso me soltar só que ele era mais forte.

Ele me beijou e passou a mão pela minha perna subindo e parando na minha coxa onde terminava o vestido, ele passou a mão deslizando o vestido mais para cima.

— Neythan, não. — Eu disse e ele voltou a me olhar

— Eu quero que você retribua. — Os olhos dele voltaram a brilhar em um vermelho intenso.

Qualquer pensamento que passava pela minha cabeça naquele momento desapareceu e eu só pensei em retribuir, tirei a camiseta dele e passei a mão pelo cabelo dele, ele me beijou novamente: primeiro no pescoço e depois na boca. E ele tocou o meu braço e parou. Ele tocou na pulseira, ela brilhou e machucou a mão dele também. Ele se levantou e eu me sentei.

Vi que o machucado se curou rapidamente, ele virou-se e me olhou. A cor dos olhos dele já estava na cor normal, ele desviou o olhar parecendo estar decepcionado e magoado. Era um olhar carregado de incredulidade e dor.

Ele abriu a porta e saiu batendo-a com força.

— Neythan? — chamei indo atrás dele

Ele desceu as escadas e foi para o corredor, quando ele passou perto da parede do corredor, ele socou com tanta força que rachou a parede e quebrou deixando um buraco, e a mão dele parecia estar intacta. Ele entrou naquele corredor onde tinha o cômodo que eu ainda não conhecia e fechou a porta. Ouvi barulhos vindos de lá de dentro como se coisas estivessem sendo quebradas.

— Neythan?

— É melhor você ir para casa. Não é uma boa ideia ficar aqui agora.

— Não vou embora.

— Você tem que ir. — A voz saiu firme, em um tom alto e rude — Eu machuquei você, por que ainda está aqui?

— Sei que não fez por querer...

— Eu preciso ficar um pouco só.

— Vai falar comigo depois? — perguntei, mas não houve resposta.

Decidi não insistir, se ele precisava ficar um pouco só, não seria eu que impediria, mas a ideia de ele não voltar a falar comigo por causa do que tinha acontecido não era boa e me assustava. E também... sabia que ele tinha se esforçado aquela noite, a mãe dele tinha feito de tudo para me provocar, mas a única coisa que conseguiu foi atingir o Neythan. Eu não estava importando para o que ela disse, se bem que as coisas que ela tinha dito era verdade... O Neythan era imortal e eu uma... Mortal.

Eu ainda precisava saber o que ela tinha feito com o marido dela, não que fosse da minha conta, mas não entendia como o marido dela era uma pessoa mortal e depois se transformou em imortal, e também, qual era o significado da palavra Adorm?

Não que eu tivesse interesse em ser imortal, essa ideia me assustava, eu era meio... sensível e saber que eu viveria para sempre enquanto as pessoas a minha volta iam morrendo uma após a outra não era uma boa ideia. Eu amava a minha família, assim como também amava o Neythan.

Sai da casa dele voltando para a minha, quando cheguei não havia ninguém no andar de baixo, meus pais pareciam ter saído, pois o carro deles não estava do lado de fora e o Alam deviam estar no quarto. Olhei nos meus pulsos e vi que estavam vermelhos onde ele tinha segurado, eu sinceramente não me importava com isso, eu já devia ter me machucado umas trezentas vezes desde que cheguei ali. Aquilo não significava nada para mim.

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