REF: CAPÍTULO 13: ACIDENTE

Ele, sem querer escutou falando ao celular antes de ela sair, possivelmente iria para casa de uma amigas fazer algum trabalho. Um tempo mais tarde, ele começou a sentir uma sensação ruim, sabia que algo iria acontecer, só não sabia exatamente o que. Ela corria perigo, deduziu. Geralmente conseguia sentir essas coisas enquanto pegava no sonho, mas agora era diferente, ele nem mesmo estava dormindo.

Pegou rapidamente as luvas colocando a jaqueta e saiu porta afora rapidamente. Ele deu a volta em sua casa e pegou a moto que estava guardada no deposito — era um pequeno deposito ligado a sua casa e ficava nos fundos, ali ele só guardava a moto e coisas velhas, algo como capa de chuva entre outros, mas ele não tinha tempo para isso agora — não se importava com a chuva, na verdade a adorava, sempre preferiu chuva e frio a calor e sol.

Ele dirigiu pela estrada principal, era praticamente a única estrada que ligava a cidade a casa deles, provavelmente se estivesse no caminho, ela estaria por ali.

Estava chegando perto dela, sabia. Viu um taxi de cabeça para baixo destruído assim como a estrada, não sabia se fazia parte de mais uma ilusão, mas sabia que ela estava ali. Ele parou a moto atrás de uma longa rocha na estrada, bem longe e à frente de onde o taxi estava.

Ele largou a moto e correu até lá a tempo de ver o taxista correndo em direção a cidade, ele estava mancando e tentando loucamente falar com alguém no celular. A emergência, deduziu, pelo menos ele não estava fugindo e deixando-a ali, sem ajuda nenhuma.

Ele parou ao vê-la caída no chão, a porta do taxi destroçado estava aberta, então ela havia conseguido sair, mas por causa do impacto deve ter desmaiado, Ele concentrou no coração dela e podia escutar bater. Ótimo, ela estava bem.

A onda de preocupação que o ocupou começou a esvaziar-se e ele a pegou do chão tirando-a de perto do carro.

Ele a observou enquanto a carregava, ela abriu os olhos olhando para ele e ele não se preocupou se ela veria ou não seu rosto. Ela parecia meio desacordada, provavelmente sua visão estava embaralhada, olhou novamente para ela quando seus olhos se fecharam vagarosamente e ela desmaiou de novo.

Ele pensou em ligar para a emergência ou coisa parecia, mas já tinha escutado que o taxista tinha feito isso e provavelmente eles chegariam ali em breve, ele a teria levado para casa se esse não fosse o caso, mas a ajuda chegaria em breve, não chegaria?

Ele procurou um lugar plano e longe do meio da estrada e a deitou cuidadosamente, estava chuviscando e se ela não acordasse logo ou a ajuda chegasse poderia pegar um resfriado ali. Ele a repousou sobre o chão e observou o machucado na cabeça dela que estava sangrando, ele queria fazer mais que apenas isso, ele queria poder ajuda-la de alguma forma. Mas estava confuso.

Ele ampliou os sentidos e conseguia escutar a emergia que deveria estar bem perto dali, não estava tão longe, pois os sentidos dele não permitiam algo a esse nível, então deu uma ultima olhada para ela e correu até a enorme rocha.

Esperou ali até que ela acordasse, achou que ela iria esperar a ambulância chegar ou alguma coisa parecida, mas ela acordou meio grogue, olhando em volta, para os machucados, e em seguida para o taxi destruído na beira da estrada.

— O... O taxista. — ela disse, tentando levantar-se, mas tudo o que conseguiu foi perder o equilíbrio e cair.

Ele sorriu. Mesmo ela estando tão machucada tudo o que ela conseguia pensar era no taxista que já devia estar bem longe dali. Ele pensou em oferecer-lhe carona, mas como explicaria por que estava ali? Bem, esse não era bem o problema, mas ele estava instável, não sabia exatamente o que estava sentindo no momento e não poderia arriscar.

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