Acabei ficando sozinha em casa e sem nada para fazer, meus pais ainda não tinham chegado. Eu decidi pegar o celular de emergência que tinha ali, minha mãe tinha dito que era para usar caso precisasse muito, eu não estava precisando muito, só queria ligar para as garotas para darmos uma volta já que meu celular tinha estragado e eu não tinha nada para fazer.

Por fim acabei encontrando com elas e deixei um bilhete para os meus pais dizendo que voltava logo. Fomos dar uma volta pela cidade e fomos conhecer alguns lugares, descobri que a exposição que as meninas falaram iria começar na segunda, eu não gostava muito dessas coisas, mas em uma cidade como aquela não havia muito que escolher.

Fomos para um restaurante, já que ficamos andando tempo demais e já tínhamos ficado com fome.

— Então! Vai nos dizer por que está toda machucada? E por que saiu daquele jeito lá de casa? — perguntou Alycia

— Eu... cai.

— Caiu? — perguntou Maya me olhando com um olhar desconfiado

— Sim. — respondi

— Você esqueceu suas coisas na minha casa. — continuou ela

— Ah! Eu pego quando for embora.

— Ainda não entendo! Parece que você gosta de se machucar. — disse Maya enquanto bebia um pouco de suco.

Quando estávamos saindo dali eu o vi, ele conversava com alguém no celular, pareceu que ele não me viu e entrou no carro saindo. Agradeci mentalmente por isso, pelo menos parecia que ele se ocupou com outra coisa e saiu do meu pé. Ou era só fachada? Esperava que não. Passei na casa da Alycia antes de ir embora para pegar minhas coisas, quando cheguei meus pais já estavam lá.

— Conseguiram? — perguntei

— Sim. Vai ser na sexta-feira à noite. Nós encontraremos com o empresário hoje, tínhamos falado com ele pelo celular e depois ele foi lá nos encontrar. Falamos de você para ele e ele disse que gostaria de te conhecer.

— Esperai... nem vem. Eu só vou neste baile porque você está pedindo e não para conversar com esse tal empresário ai que eu nem conheço.

— É só conversar. Não vai tirar pedaço de você.

— Como tem certeza? — disse subindo para o meu quarto

Ela devia estar brincando, conversar com o empresário? O que ele queria comigo sendo que nem me conhecia? Eu não queria descobrir, meus pais nunca fizeram isso e não sabia por que estavam fazendo isso agora. Que eu estava ficando desconfiada estava.

Peguei o meu diário e comecei a anotar algumas coisas, eu nunca escrevia formalmente nele, era mais algo informal e confuso.

Não preciso nem dizer a confusão que está minha vida, acho que já escrevi isso um monte de vezes...

Primeiro esses acidentes estranhos que não consigo explicar; depois o meu vizinho... Como ele é... perfeito.

Ele foi tão gentil ontem me ajudando, eu não imaginava que o VENI fosse assim, aquele vizinho fechado e grosso ser tão gentil como ele foi ontem. Aquele sorriso, aquele jeito dele, fiquei totalmente sem graça quando ele tirou camisa... Que abdômen definido!

É estranho... Ele dizer que eu sou a primeira pessoa que ele toca! Não posso contar dele para minha mãe... Ela não entenderia.

Quando terminei de registrar os meus pensamentos fechei o diário e guardei. Depois peguei o da Melissa.

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