Ao sairmos dali meus pais me deixaram em casa e foi a algum lugar como sempre, eu ainda não acreditava que minha mãe tinha dito todas aquelas coisas ao meu pai, ela estava completamente irreconhecível, parecia outra pessoa.

Enquanto estava do lado de fora ainda encarando o lugar pelo qual o carro deles tinha acabado de sair, Veni apareceu do lado de fora da casa dele.

Notei que não tinha mais aquela grade divisória na casa dele, o lado de fora estava totalmente limpo, confessava que era melhor assim, aquela grade dava a impressão que alguém totalmente ruim morava ali dentro, e o V... E o Neythan não era assim.

— Oi!

— O-olá. — Falei

Fiquei sem graça ao ver ele de novo depois daquele beijo, comecei a me perguntar se devia contar para ele sobre o Alexander. Não que eu devesse alguma explicação para ele, não tínhamos nada. Tinha sido somente um... Beijo. Um incrível beijo.

— O que ele estava fazendo ai ontem? — perguntou ele

Ele estava como sempre e encostado na porta da casa dele. Ele tirou o capuz e me olhou de cima a baixo.

— Ele?

— É. — respondeu ele

— É... Só... Queria conversar. Algo assim.

— Vai ficar sozinha na sua casa com esse monte de homens trabalhando ai?

— Não tenho escolha. — respondi

— Tem sim! — Disse ele sorrindo — Pode ficar aqui.

— Não vou incomodar?

— Jamais. — disse ele entrando e abrindo a porta para que eu passasse

Pensei se deveria ir ou não, se minha mãe chegasse e não me visse em casa ela iria ficar com mais raiva, só que também eu não queria ficar lá com aqueles homens trabalhando e fazendo um monte de barulhos. Eu acabei entrando.

Vi que a planta ainda estava ali, menos as outras, ela estava normal e parecia ter sido bem cuidada.

Ele foi e se sentou no sofá.

— Você fica o dia inteiro aqui? — perguntei me sentando no sofá que ficava de frente para ele

— Não!

— Fica sempre treinando? E trabalhando?

— Não! A sua mãe ainda está estranha?

— Piorou. Ela agora contou para meu pai sobre meu suposto namorado agressivo. Ela me fez marcar um jantar com o... — eu parei quando percebi que estava falando demais

— Com?

— Uma pessoa. — disse, não era mentira.

— Toma. Faça que ela use isso. Se tiver sobre algum tipo de efeito ela volta ao normal.

Ele me entregou o que parecia ser um amuleto. O que me fez lembrar do colar da Melissa.

— Você... Conhece a história dessa cidade? — perguntei e ele me observou

— E quem não conhece?

— Você acredita em reencarnação?

— Por que a pergunta? — perguntou ele me olhando

— Porque... Nada de mais.

— Você está bem? Parece um pouco estranha hoje.

— Não é nada.

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