POVS MHYLLA

Na manhã seguinte como estava chovendo meu pai me levou até a escola. Felizmente o dia lá estava até que bom, ficou tudo muito sossegado e eu já estava me acostumando ali.

No final da aula eu fiquei na biblioteca estudando um pouco, já que não teria nada para fazer em casa. Apesar de estar bom do jeito que estava, tinha alguma coisa estranha, deveria ser porque a Ambre não apareceu aquele dia para ficar com as chatices dela.

Comecei a ler um livro da matéria que iria ter prova e acabei me distraindo ali, não havia muita gente na biblioteca, a maioria deveria estar em casa por causa da chuva. Levantei do banco onde estava e fui guardar o livro, quando, sem querer o deixei cair. Abaixei para pegar ao mesmo tempo em que uma mão tocou a minha. Eu olhei surpresa.

— Esse seria o momento em que nossas mãos se tocam, os nossos olhares se encontram e a gente se beija?

— Se eu tivesse interesse, te conhecesse e fosse completamente apaixonada por você... Talvez fosse. — Retruquei, levantando e guardando o livro.

— Poderia estar apaixonada por mim. — Disse ele, com um meio sorriso.

Estava tentando encontrar uma lógica para ele estar ali, falando sério, aquele estilo bad-boy e com cara de que sempre arrumava confusão e tinha uma ficha criminal enorme, não me convencia. Ele não parecia ser o tipo de pessoa que ficasse lendo ou frequentava bibliotecas. Não que eu estivesse julgando pela aparência dele, mas duvidava muito que esse fosse o motivo de ele estar ali. Não fazia sentido ele estar em uma biblioteca, pior ainda, o que ele estava fazendo ali? Era aquele cara do bar da noite anterior, esse era outro fato que contribuía para a minha desconfiança.

— Pior é que não estou. O que um cara como você faz em uma biblioteca?

—Um cara como eu? — perguntou ele, dando de ombros e me olhando.

— Sim. Sinceramente você não tem cara de gostar de ler ou alguma coisa do tipo, pelo contrário parece gostar de arrumar confusões. — Ele sorriu novamente, parecendo gostar da ideia.

— Acho que o meu estilo assusta você.

— Não tenho medo de você. — Retruquei.

— Hummm... Cuidado, pode estar cutucando a fera.

— É uma ameaça? — perguntei, sorrindo nervosamente.

— Parece ser? — Ele retrucou, com uma sobrancelha arqueada e um meio sorriso.

Ele estava me provocando, era isso!

— Não foi muito convincente. Agora pode me dar licença? Tenho que ir para casa.

— Posso te dar uma carona.

— Não precisa, é... — Comecei, mas não conseguia lembrar o nome dele

— Lionel!

— Isso! Lionel. Eu não preciso de carona vindo de você. E um avizinho, eu tenho namorado.

— Tem uma coisa chamada separação. Quando os namorados terminam o relacionamento.

— Sei muito bem o que quer dizer isso. Mas não acho que seja preciso isso.

Ele deveria estar achando a situação meio engraçada, eu nem o conhecia e também pretendia nem conhecer, preferia manter distancia dele, o Neythan não tinha gostado nada quando me viu perto dele. O que tornava tudo mais questionável... Por que ele estava ali na escola?

— O que veio fazer aqui na escola? E na biblioteca? Não acho que tenha vindo para estudar e muito menos ler livros.

— E se for isso? Acharia ruim?

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