Pelo contrário, ele não era ninguém que estava na mesma escola que eu ou alguma coisa do tipo, ele era... Encantador. Tinha os olhos castanhos escuros e o cabelo da mesma cor, uma pele morena clara e também era alto.

O olhar dele era hipnotizante e encantador, meu coração começou a disparar loucamente, agora estava quase certa que estava segura perto dele, ele não tinha nada de amedrontador, novamente a sensação de borboletas no estômago voltou, percebi que a minha mão estava tremendo e nem tentei — ou conseguiria — disfarçar.

O sorriso dele... Era magnético e perfeito, percebi que ele tinha covinhas. Será que dava para ser mais perfeito? E lindo... e...

Desviei o olhar disfarçadamente, pois estava digamos que olhando demais.

— Algum problema? — perguntou ele parecendo confuso e sorriu

— N-Não! — disse

Lógico que tinha... Será que aquela cena dava para ser mais perfeita e constrangedora? Lógico que ele tinha percebido, ele era esperto.

Ele devia ter percebido meu nervosismo desde o inicio, mas se percebeu não disse nada, talvez para não me deixar sem graça ou coisa parecida.

Ele passou a mão no cabelo molhado.

— Saiu antes? — perguntei

— Por quê?

— Você estava de capuz, não teria como molhar seu cabelo.

— Você observa bem. — disse ele, torci para não ser uma indireta.

Ele colocou outra camiseta seca e depois pegou uma cadeira sentando-se à minha frente e abrindo a caixa. Eu fiquei um pouco nervosa, mas não disse nada. Era tecnicamente a primeira vez que ele se aproximava de mim intencionalmente.

— Por que... Prefere assim?

— Assim? — perguntou ele parecendo surpreso

— É. Quero dizer... Luzes apagadas, só a lareira...

— Digamos que seja melhor assim, dá uma sensação de calmaria. Às vezes.

E eu concordava com isso, deveria estar me sentindo desconfortável na casa de um estranho, mas estava me sentindo um pouco bem.

— Humm... Você sabe ser legal quando quer. — disse tomando um pouco do chocolate quente

— Quer dizer quando não estou com raiva!

— Seu humor era daquele jeito porque estava com raiva? — perguntei incrédula

— Sou obrigado a te tratar desse jeito. — disse ele desviando olhar do meu — Agora fica parada.

— Por quê?

— Preciso cuidar de você. — disse ele sorrindo

Meu coração disparou e minha mão voltou a tremer

— Cuidar? — disse tentando respirar, ele era encantador.

— É. Agora não se mexa. A menos que queira morrer. — disse ele — O joelho.

Eu entendi a intenção dele, me ajeitei no sofá e apoiei a perna na mesinha de centro, segurando o vestido. Aquilo não estava nada confortável. E ele tinha dito mesmo "a menos que queira morrer"? Devia ser modo de falar.

Ele hesitou antes de tocar o meu joelho.

— Posso fazer isso. — disse eu

— Estou te devendo essa.

Toque de SeduçãoLeia esta história GRATUITAMENTE!