Depois de passarmos um tempo conversando, eu decidi ir embora antes que os meus pais chegassem, não queria aturar minha mãe falando um monte de coisas novamente.

Quando estava saindo percebi que a planta não estava mais como antes, ela estava como as plantas daquela outra vez que cheguei ali, o que foi bem estranho já que quando eu tinha entrado ela estava totalmente viva.

— O que aconteceu com a planta? — perguntei ao Neythan

— A mesma coisa que aconteceu com as outras — respondeu ele e percebi que ele não queria falar no assunto.

— Então... É melhor eu ir.

— Quando quiser voltar...

— Ah, claro! — disse saindo — Espera tem uma coisa. Você disse que seus pais te abandonaram. Eles saíram da cidade? Quer dizer... Todo mundo fala que...

— Não! Eles acreditavam na lenda. Se ainda estiverem vivos, devem estar por ai.

— Ah! — Disse, meio sem graça — Eu vou indo agora. Obrigada por me deixar ocupar um pouco do seu tempo.

Fui para casa e vi que aqueles homens ainda estavam lá então fiquei no meu quarto tentando me distrair estudando alguma coisa da escola, como isso não tinha funcionado decidi ir ver o diário da Melissa.

É ainda mais difícil acreditar, como eu posso estar sentindo atração por ele?

Essa deve ser a terceira vez que vou a um encontro com ele

Ele é gentil, bonito, elegante só que... Às vezes sinto que, o que todo mundo diz é verdade, mesmo eu querendo isso, não vou fazer, não posso confiar nele assim.

Dessa vez ele me levou para casa dele, quer dizer... Lá não é bem uma casa, mas é muito organizado, descobri meio que sem querer que tem um porão subterrâneo lá, a empregada disse isso, não perguntei pra ele o que era, não podia. Lá é enorme, ele foi muito gentil comigo, confesso que estou começando a ceder... Eu adoro gostar dele...

Eu fiquei meio que de queixo caído quando li, ela parecia comigo, nesta parte, gostar e desgostar, O Alexander era sim até gentil comigo, só que eu não queria gostar dele, porque gostava do Neythan, e preferia que continuasse assim. Estava quase fechando o diário dela quando alguma coisa caiu de lá. Era um papel que parecia ter sido amassado e depois desdobrado. Eu o abri e vi o que estava escrito.

Endereço:

Crosby Wing, 144

Vi na hora que devia ser de algum lugar ali perto, já que havia visto esse endereço em algum lugar. Isso! No dia da gárgula quando estava caminhando, perto da floresta, vi que havia uma placa de madeira escrita aquele nome, mas no dia nem tinha dado importância. Será que era onde ele morava?

Peguei um casaco já que começava a fazer frio, peguei o papel com o endereço, e quando estava saindo deixei um bilhete para minha mãe dizendo que tinha saído, não importava que ela falasse até na minha cabeça quando eu voltasse, eu queria saber onde ficava aquele endereço, e quem morava lá, só não podia demorar muito porque se escurecesse seria difícil achar o caminho para voltar para casa, o bom é que eu não precisaria caminhar muito para chegar lá.

Quando já estava perto da floresta fiquei na duvida se devia ir ou não. Parecia meio... Aterrorizante lá dentro, esperava que não houvesse cobra ou algum tipo de animal assim. Porque quando ficava em estado de pânico me assustava facilmente, e era assim que eu estava.

Tomei coragem e entrei na floresta, no caminho acabei me assustando com uns ruídos, mas não desisti, assim que caminhei algum tempo ali, consegui sair da floresta e encontrar uma pequena estrada. Fui seguindo nela até que por fim encontrei o endereço que estava no papel. Fiquei mais ainda de queixo caído. Aquilo não era uma casa, aquilo era um castelo. E era enorme, na frente havia um jardim, com duas gárgulas, uma do lado esquerdo e outra do lado direito da porta de entrada dali.

Quando me aproximei do portão de entrada, ele se abriu e entrei mais ainda em estado de pânico, quem é que morava naquele castelo sabia que eu estava ali, pois não havia como aquele portão se abrir sozinho. Eu fiquei com medo de entrar. Vai que tinha algum cachorro ali, ou alguma coisa do tipo, preferia não ser pega invadindo propriedade dos outros. Eu acabei indo até chegar à porta que dava para dentro do castelo, no mesmo instante em que parei na porta ela foi aberta como no da entrada.

Saiu de lá uma mulher com a aparência de uns trinta e poucos anos, ela estava usando aquelas roupas de empregadas, ela ficou me encarando e percebi que a mulher estava tremendo como se tivesse visto uma assombração.

— Me-Melissa? É... É... Você? C-como é possível? Você voltou. Isso é muito bom! - Disse ela me abraçando

— N-não! — disse eu, chegando para trás. – Eu não sou a Melissa.

— É sim. Você voltou, isso é muito bom. Entre! — disse a mulher com um enorme sorriso.

— Eu não sou a Melissa. Meu nome é Mhylla.

— Ele vai adorar saber que você está aqui.

— Ele?

— Sim... O Alexander. Entre.

— E-ele está ai?

— Não! Ele não fica muito aqui. Ele saiu. Mas já deve estar chegando.

— Sabe... Eu tenho que ir. Eu... Eu me perdi e vim parar aqui. — era obvio que era mentira , e a mulher percebeu, então nem me importei em corrigir — Tenho que voltar para casa. — Disse

— Melissa, espere!

— Não sou a Melissa! Eu sinto muito.

Sai dali antes que ele voltasse. Como eu não tinha pensado nisso antes? Será que... Será que havia alguma chance de realmente eu ser a reencarnação da Melissa? Isso era possível? Eu não gostava de pensar em reencarnação. Ainda mais eu sendo aquela garota.


Toque de SeduçãoLeia esta história GRATUITAMENTE!