Acabei dormindo no sofá esperando meus pais, acordei quando eles chegaram e fui dormir na minha cama. Na manhã seguinte não acordei nem um pouco animada para a escola. Eu na verdade não queria ir, mas sempre acabava indo. Qual era a daquele pessoal? Por que todo mundo me olhava daquele jeito como se eu fosse uma pessoa ruim? Eu não queria enfrentar aquele pessoal de novo, não agora. Eles faziam eu me sentir como se fosse um monstro.

— Acorda, filha. — Disse minha mãe puxando meu cobertor

Comecei a resmungar fazendo cara feia, meu animo estava na mesma escala do calor que fazia naquela cidade, ou seja, zero.

— Não, não! Eu não quero ir.

— Você nunca faltou no ensino médio. — Falou minha mãe dessa vez puxando meu braço.

— Mas mãe? Aquele pessoal não gosta de mim. Todo mundo me olhou de cara feia ontem. Acho que eles me odeiam.

— Foi só o primeiro dia, querida, levanta daí. Vamos, tenha animo. Tenho certeza que tudo vai melhorar.

— Ahhhhh... — resmunguei

Eu levantei já que não tinha outra escolha, arrumei sem a mínima vontade de ir à escola e comi alguma coisa. Depois de pegar meus materiais e ir para a escola, foram às mesmas coisas, todos me encarando cochichando etc. Nada ainda tinha mudado. Nada.

— Qual a história dessa cidade? — perguntei a Maya enquanto estávamos na aula de sociologia.

— É uma longa história. Conto outro dia

— Você é a única que não sabe. Acredito que se todo mundo pudesse já estaríamos longe dessa cidade.

Olhei para a garota que tinha acabado de falar, ela se sentava a nossa frente, tinha o cabelo ruivo e olhos verdes claros.

— Não ajudaria pegar um carro e ir embora daqui? Quero dizer, é fácil mudar de uma cidade para a outra. Como eu fiz. — Quando disse isso Maya e a nova garota começaram a rir como se eu tivesse contado uma piada.

— Quem entra em Nuvia. Nunca sai de Nuvia. — Disse a garota de olhos verdes — Afinal, sou a Alycia.

— Mhylla. — Falei

O que ela quis dizer com "Quem entra em Nuvia, nunca sai de Nuvia?", Uma pessoa poderia ir embora dali facilmente. Não poderia? Claro que poderia a menos que ali tivesse uma maldição, o que eu duvidava muito. Aquela cidade era muito estranha, pelo visto não era só meu vizinho.

O bom daquela escola é que, diferente de outras em que estive, foi fácil fazer amizades, eu tinha um melhor e único amigo, mas naquele momento, não sabia nem onde ele estava, e sentia muito falta dele.

Fiquei contando os minutos para o horário da saída, até os professores dali me olhavam estranhamente, já começava a me perguntar se tinha algum problema comigo.

Na saída, eu fiquei novamente esperando a minha mãe, era ruim ficar sozinha por ali, a escola se esvaziava rápido parecia que as pessoas dali tinham medo de alguma coisa.

Perdida em pensamentos mais uma vez, escutei uma buzina, olhei para frente e vi um carro preto, não dava para ver quem estava lá dentro, mas não era minha mãe. Esperei e a pessoa lá dentro abaixou o vidro do carro.

— Sozinha de novo? — perguntou ele

Fiquei surpresa em vê-lo ali de novo.

— Na verdade estava esperando a minha mãe. — Respondi e ele sorriu

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