No domingo decidi ir com as garotas a exposição que ainda estava tendo por ali, que no caso não era de coisas antigas ou de quadros, eram mais coisas futurísticas. Só tinha ido também porque queria me distrair pensando em alguma coisa que não fosse o Neythan, Alexander, Lionel ou a Ambre.

Tentei manter a linha de pensando fora da área chamada "Neythan", eu não poderia pensar no que tinha feito, tinha sido uma situação e escolha difícil ,as talvez fosse melhor assim.

Não pense nisso, não pense nisso.

Quando estava saindo de lá meu celular tocou, era uma mensagem de um número desconhecido, um arrepio percorreu a minha coluna. Torci mentalmente para não ser aquela tal pessoa de novo.

Adivinha quem está chegando?

Sim! Eu.

Faz ideia do quanto foi difícil encontrar você? Tive que ligar no celular dos seus pais. Tá um caos essa cidade, por enquanto estou em um hotel, que sinceramente não gostei. Talvez hoje mesmo eu vá até a sua casa. Então, por favor, esteja lá. Temos muito o que conversar.

Morrendo de saudades, e nem preciso citar quem é né???

Meu coração quase pulou para fora quando li aquela mensagem. Não acreditava nisso, só tinha uma pessoa que eu conhecia que falava assim. Ele.

Ele se chamava Alam.

Ele era bem diferente de todo mundo que conhecia, ele era bem carinhoso e tinha mania de ficar me abraçando, tomando as coisas de mim ou bagunçando meu cabelo propositalmente. Eu gostava muito dele, como amigo, claro. Não que ele não fosse bonito ou inteligente, ele era bonito e muito inteligente, só que ele não tinha interesse em garotas e também não tinha interesse em garotos. Ele dizia que o destino dele era moda e isso era a única coisa que importava. Só que fiquei surpresa em receber uma mensagem dele, achava que ele estava com raiva de mim, porque me mudei e não falei mais com ele. Ele era tudo que eu estava precisando no momento, ele sempre conseguia me fazer sentir melhor.

Agora estava ansiosa para revê-lo.

— Você é a Melissa? Desculpa, quis dizer Mhylla.

— Hum? — Eu olhei para ver quem era

— Pode me chamar de Marcela.

A garota tinha uma aparência meio de roqueira, parecia ser meiga e legal. Tinha olhos azuis e o cabelo amarrado em um rabo de cavalo estava usando uma camiseta de uma banda que eu não conhecia e estava de all-star

— Me conhece de onde?

— Ah, desculpe a indelicadeza. Eu te conheço, sei que você sabe o segredo da nossa espécie.

— Hum...

— Sobre o toque... Sobre...

Dei de ombros, já sabia sobre o que ela estava falando.

— Como você sabe?

— Antigamente eu estava do lado do Alexander. Agora eu sou... Digamos livre.

— Como sabe de mim?

— Quem de nós não sabe? A lendária Melissa. Não se preocupe, eu sou do time do bem. Ou seja, pode confiar em mim.

Contrai os ombros, olhando-a desconfiada.

— Não sei se devo.

Ela mexeu no cabelo

— Se te contar uma coisa importante vai confiar em mim?

— Contar o quê?

— Ainda não! Mas te conto na escola, vou passar lá. Tenho uma coisa importante para fazer agora.

Isso tinha sido muito estranho. Mas parecia realmente que ela era uma boa pessoa, só que não queria pensar em outra coisa, queria chegar logo em casa e ver o meu amável amigo que não via há séculos.

Em casa tive que esperar mais de uma hora até ele chegar, até os meus pais chegaram antes.

Escutei um barulho de carro e fui até lá fora ver.

Tive a impressão que meu coração parou, parecia que eu não conseguia mais respirar. Lembre-se de respirar, lembre-se de respirar.

— Eu não acredito. Achei que não fosse possível você ficar mais bonita, mas me enganei — Disse ele, com um enorme sorriso.

Ele estava usando uma camiseta azul de gola V, com uma calça preta e estava com um pequeno cachecol combinando. Seu cabelo era preto e desgrenhado, ele tinha os olhos azuis e era magro e alto. Ele tinha um estilo mais chique por ser mais chegado à moda e toda a atualidade.

— Que bom que você veio — Disse, abraçando-o.

— Minha nossa! Por que você não casa logo comigo?

Eu comecei a rir

— Só se for agora.

Eu gostava do jeito descontraído dele, poderíamos fazer brincadeiras desse tipo um com o outro sem ficarmos constrangidos, ele me entendia, me completava, éramos assim. Eu não tinha palavras para descrever o quanto sentia a falta dele, agora ele estava ali.

— Você não parece bem, o que aconteceu?

— Nada... Quer dizer... Eu conto depois.

— Você sabe que eu vim pra ficar, né?

Eu sorri, aliviada. Era bom tê-lo ali comigo.

— Eu achava que você estivesse com raiva de mim por ter mudado e não ter falado mais com você.

— Não estou. Mas a culpa foi sua, se não tivesse demorado a comprar um celular. Eu fiquei bastante chateado por você ter ido embora de repente. Mas não te deixaria tão fácil.

— Eu sei. — Disse, abraçando-o de novo — Quero saber o que aconteceu com você por lá.

— Muitas coisas. E quando digo muitas quero dizer muitas mesmo, mas conversamos sobre isso depois.

— Vai ficar aqui em casa ou no hotel?

— Aqui. Sua mãe me convidou e como sabe que não resisto a um convite dela eu vim. — disse ele colocando a mão na minha cabeça e bagunçando o meu cabelo.

— Continua com as mesmas manias, né?

— Claro! Eu sei que você me acha fofo, legal, bonito e mais. Não é a toa que o significado do meu nome seja gracioso e amável.

— Não é a toa que o seu nome ao contrário seja mala. — Eu disse brincando e ele sorriu — Seu ego aumenta cada vez mais.

— Ah... Você continua fofa. Seu Alam querido veio para ficar.

— Tomara que sim.

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Gostaria de agradecer a todos e avisar (para os que são novos por aqui), que eu já tenho esse livro completo, mas estou editando porque antes postava em outro site e comecei a escrevê-lo a uns 3/4 anos atrás, então por causa dos erros ortográficos estou editando.

Eu sei que tem muito diálogo e pouca descrição, vou tentar melhorar isso e peço que tenham paciência, eu não queria mexer muito na base do livro pois o escrevi a alguns anos e queria manter o enredo original. 

Obrigada pela compreensão e não se esqueça de votar e comentar se gostar.

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Aceito críticas CONSTRUTIVAS e se ver algum erro pode avisar até mesmo por mensagem privada O/

Até a próxima. 


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