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Pen Your Pride

Na sexta-feira à noite toda a casa estava decorada, meus pais já tinham saído e eu obviamente não queria estar ali, mas como era uma festa do Alam eu não iria fazer tamanha desfeita. Apenas coloquei um vestido preto e algum sapato que combinasse.

As pessoas começaram a chegar e eu jurava que não sabia que o Alam conhecia tantas pessoas, as minhas amigas também apareceram, o que era bom.

A festa já tinha começado e todos estavam dançando animadamente, o Alam me chamou para dançar um monte de vezes, mas recusei.

Percebi que havia algumas pessoas ali que poderiam ser pessoas relacionadas com o desfile que o Alam iria fazer, pois estavam vestidas elegantemente e andavam de uma forma meio... Chique.

Decidi beber alguma coisa, pois ficar sentada na banqueta da cozinha sem fazer nada estava começando a me dar tédio. Assim que peguei a bebida —  que era refrigerante — e me virei para sair vi uma pessoa parada na porta, que podia jurar com a minha vida que eu nunca iria esperar isso... Ambre.

— O que você está fazendo aqui?

— Vim curtir a festa, não é o que parece? Que pergunta boba. — Disse ela sentando-se onde eu estava, arrumando o cabelo e sorrindo.

Ela só podia estar de brincadeira. Será que se passava pela cabeça dela que estava na casa de uma pessoa que ela já tinha tentando matar e que ambas se odiavam? Quer dizer, não que eu a odiasse realmente, mas não poderia dizer que sentia simpatia por ela.

— Não se finja de tonta, você entendeu a pergunta.

— Não precisa ficar desconfiada sempre que chego perto de você.

— Tá, como se isso fosse possível. — Eu disse e ela sorriu

— Considere isso um pedido de desculpas. Agi de maneira infantil, admito. — Disse ela e eu quase engasguei com o refrigerante

— Como é que é? Você está me pedindo desculpa? O que deu em você? Está possuída de novo?

— Não, né. Percebi que o que sentia pelo Alexander não era real. Era só uma obsessão louca e sem sentido.

Eu a encarei, incrédula.

— Ambre?! Você está com febre ou alguma coisa parecida? Posso pegar um remédio para você.

Ela me encarou suspirando e mexendo em um cacho do cabelo.

— Eu dormi com o Alexander.

Eu fiquei paralisada olhando para ela. Ela e o Alexander... Juntos? Em que planeta?

— Se está tentando me fazer sentir ciúmes está perdendo o seu tempo, sabe muito bem que eu amo o Neythan.

— Não é isso. É que depois de todo esse tempo percebi que estava com uma obsessão sem sentido.

— Não foi tão bom quanto imaginava? — perguntei

— Foi a melhor noite da minha vida. Mas quando não há amor não tem por que insistir. Mas mudando de assunto...

— Vai querer ficar conversando comigo agora? Você sabe que eu...

— Sei. Eu também não gosto de você, mas isso não significa que não podemos conversar.

O que? Será que ela estava mesmo bem? Quem é que ficava perdendo tempo conversando com uma pessoa que não gostava? Iria fingir que estava acreditando nela para não perder mais tempo. Sentei ao lado dela na banqueta e ela pegou um refrigerante para acompanhar, vi que ela estava olhando para a sala como se estivesse procurando alguém. Um minuto depois apareceu na sala uma menina com o cabelo preto e curto, ela encarou a Ambre e desviou o olhar, e então deixou as coisas da bolsa dela cair.

— Nossa... Olha. Por que não vai dar uma ajudinha para a garota. — Disse a Ambre e eu a encarei

— Por que não vai você? — Não que eu não quisesse ajudar, mas não iria receber ordens dela.

— Eu tenho cara de quem perde tempo ajudando os outros?

Não é que ela tinha razão? Duvidava que ela já estivesse ajudado alguém por vontade própria algum dia.

Deixei meu copo de refrigerante na bancada e fui até a garota ajudá-la, ela se levantou e agradeceu saindo. Quando voltei para a cozinha vi que a Ambre estava de olho no chão.

— Procurando alguma coisa?

— Ah... Não. Não nada. Estava... Pegando minha chave que caiu.

Fingi que acreditei.

— Então, toma vamos beber um pouco. — Disse ela me entregando o meu copo de refrigerante.

— Colocou veneno no copo, né? — Eu disse pegando e sorrindo

Ela fingiu de ofendida

— Se quisesse, teria colocado na sua frente e ter feito a sua mente te obrigando a beber.

— Não poderia, estou usando um amuleto.

— Isso não funciona mais contra mim. O meu mau já despertou e a minha força triplicou.

— Nossa Ambre... Eu achava que esse mau tinha nascido com você. — Eu disse e ela sorriu tomando o refrigerante dela.

Eu fiz o mesmo.

Alguns minutos depois, como não estava me sentindo bem, decidi ficar um pouco do lado de fora de casa, tentei ligar para o Neythan, mas não atendia. Eu queria conversar com ele, saber como ele estava depois de tudo aquilo com os pais dele, mas ele não dava noticias. Olhei para casa dele e passei as mãos nas têmporas, estava doendo e eu estava começando a ficar um pouco tonta.

Toda a minha visão embaralhou e eu acabei caindo.

Acordei com uma enorme dor de cabeça, não me lembrava de ter ido dormir ou alguma coisa parecida, também nem fazia ideia de onde estava. Sentei cuidadosamente por causa da dor de cabeça e observei o lugar, era um quarto grande, decoração sofisticada, em cores claras, passou um flashback na minha mente e uma sensação de que já tinha estado ali.

Olhei e vi um guarda-roupa perto da cama, havia um nome gravado na porta em uma letra de mão incrivelmente linda: Melissa. Pensei em levantar, mas parei quando percebi como estava vestida... Na verdade com o que não estava vestida.

Meu vestido.

— Quê? — Me enrolei no lençol e levantei procurando ao mesmo tempo em que a porta do quarto foi aberta.

Parei para ver quem era

Alexander




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