Finalmente eu já poderia voltar para casa, não via a hora de deitar na minha cama e ficar um tempo lá, esquecendo da vida, ou no caso, pensando nela. Já tinha arrumado minhas coisas e estava aguardando meus pais fecharem a conta do hotel e logo em seguida iríamos para casa.

Quando chegamos lá, vi a mudança na casa. Estava bem melhor que antes e estava com cor e não toda marrom e desbotada como antes. O meu quarto também estava bem melhor e não tinha dúvidas que o chão já estivesse mais firme e não quebraria facilmente se eu tomasse um susto de novo. Eu joguei minhas malas no chão e me deitei na cama ficando lá.

Na escola eu não sabia como iria olhar na cara da Ambre e agir como se não soubesse de nada, se ela tinha algum tipo de contato com a pessoa que queria me matar ou se ela fosse essa pessoa, não era uma coisa boa. Eu não gostava da Ambre, mas também nunca iria chegar a imaginar que ela era assim. Quer dizer, ela era metida e um pouco arrogante, mas talvez chegar ao ponto de fazer essas coisas era inimaginável, ela tinha criado uma mascara quase perfeita.

Como tinha chegado cedo, fiquei conversando com as meninas no pátio, que estavam acompanhadas dos garotos.

— Hoje à noite vamos sair, quer ir junto? — perguntou Alycia

Eu neguei com a cabeça.

— E ficar segurando vela para vocês? De jeito nenhum.

— E o seu namorado? — Falou Maya, sentando-se ao meu lado.

Elas estavam acompanhadas de dois garotos, um deles chamava Lucas, que era o que estava acompanhado de Maya e o outro o Guilherme, que era acompanhante de Alycia. Eu não os conhecia muito bem, não éramos da mesma classe, eu só os via de vez em quando passando pelo corredor. Tudo indicava que eles estavam saindo.

— Ah! A gente já se entendeu. Mas ele não é muito de sair.

— Hummm... Estou sabendo. — Disse Alycia com uma expressão maliciosa no rosto.

Eu corei quando entendi o que elas estavam insinuando. Elas tinham entendido tudo errado.

— Não! Não tem nada a ver. — Falei, constrangida.

Tive que desviar o olhar porque podia jurar que meu rosto estava vermelho. Todos eles estavam me olhando e rindo da minha cara de confusa.

— Ele não estuda? Não é desta escola? — perguntou Lucas

— Não! Ele... Ele estuda... Em casa.

— Nossa! Ele não é muito sociável, né? Você nunca nos apresentou ele. — Falou Alycia, arqueando uma sobrancelha.

— Estou começando a achar que o seu namorado não existe. — Disse Maya e o Lucas a abraçou.

Dei de ombros.

— Acham que estou mentindo?

— Não exatamente. — Falou, Alycia.

Eu não os culpava, era até verdade, eu falava para eles sobre o Neythan, mas não tinha os apresentado ainda. O Neythan não era mesmo de ficar saindo e conversando com as outras pessoas, então eu nem tentava o convidar para sair, e também por causa do que ele era, ele tinha medo de tocar alguém acidentalmente e acabar machucando.

Acabei sendo interrompida do meu pensamento quando meu celular tocou, novamente era uma mensagem.

Quer saber a verdade?

Vai hoje à noite as 20:00h até o Blackmore Rock Bar

O número estava restrito, mas estava na cara que era a pessoa que queria me matar, e ele ou ela, estava muito enganado se estivesse achando que eu fosse até lá. E se fosse uma armação? E se estivessem me chamando até lá para terminar o que já tinham começado que no caso era tentar me matar?

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