Não sabia exatamente o que dizer, minha mãe parecia que tinha acabado de ver um fantasma, o Alexander não sabia explicar, ele às vezes era o tipo de pessoa que não deixava transparecer o que estava pensando ou sentindo, Já o Neythan parecia bem surpreso.

— Eu posso explicar.

— É bom que possa mesmo. O que está fazendo em um lugar como este, Mhylla? Minha nossa... Minha filha em um lugar como este... Uma... Uma... Corrida... Uma corrida. — Ela estava com dificuldade de formar alguma frase coerente — O que deu na sua cabeça? Fez isso por causa do que aconteceu com o Alam? Decidiu se revoltar porque ele morreu?

Eu a encarei com uma expressão horrorizada no rosto, sem dizer nada. Ele não morreu, como ela podia dizer aquilo com tamanha naturalidade? Era crueldade.

— O que? — O Neythan perguntou, desviando o olhar da minha mãe, pra mim.

— O Alam, o amigo dela. O Avião... Ele... Ele morreu.

— O Alam não está morto. — Falei, fuzilando-a com o olhar, ela não tinha o direito de dizer algo assim.

— Está tentando esconder o que está na cara, os policias disseram, Mhylla.

— Mentira. — Falei, tentando mais uma vez conter as lágrimas — Eles não têm prova disso.

— Não vim aqui para falar dele e sim de você. Por que está aqui, e com ele? — disse ela apontando para o Lionel, não fazendo a mínima questão de ser discreta – Achei que tinha dito que ele não era seu namorado. Eu ainda não acredito que você estava em uma corrida, e olha só... Está vendo? Machucou-se toda, parece que você gosta disso, de se meter em confusão.

— Eu... Eu não fiz de propósito.

Ela bufou me fuzilando com os olhos, pareia que ela tinha vontade de me matar, talvez assim diminuísse todas as preocupações que ela passava por mim.

— Não! Claro que não. Está revoltada com o que aconteceu e quer descontar em mim. Ai! Eu... Eu preciso...

— Mãe?! Não vai desmaiar agora.

— Seu pai está vindo pra cá, não vai gostar nada de saber disso.

— Tenho certeza que a Mhylla não fez de propósito. Ela não age assim, ela não é assim. — Disse o Alexander e pude entender a ênfase no "não".

— Ah! É! Tem isso, por que não me contou que o Alexander era na verdade o seu namorado? Imagina a minha cara de surpresa quando ouvi isso dele.

— O que? — Perguntei encarando-o.

— Achei que estivesse contado. — Disse ele observando-me e o Neythan me encarou.

Parecia tão surpreso quanto eu.

Será que dava para ficar pior? Ah, não. Essa frase nunca era boa.

Um carro parou logo à frente, eu poderia conhecê-lo mesmo de longe, afinal era o carro do meu pai. Agora eu sabia que estava realmente encrencada. Meu pai era o tipo de pessoa que não gostava de coisas assim, ainda mais se elas fossem algo proibido por lei.

— Desculpem a demora estava em uma reunião. — Disse meu pai descendo do carro e vindo até onde estávamos..

— Opa...

Ele olhou em volta e depois pra mim, sua expressão mudou de algo sereno para preocupado e bravo.

— O que aconteceu aqui? Alguém pode me explicar? Por que ligou e mandou vir a um lugar como este?

— Você sabia que a sua filha estava participando de uma corrida de motos? Com ele? E Mais uma coisa... Ela tem um namorado, e não sabíamos disso.

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