Decidi ficar em silêncio o caminho todo até o castelo, sabia o que iria falar pra ele e espera que ele entendesse. Também queria saber que impressão teria daquela casa, qual seria o grau de intimidade entre o Alexander e a... Melissa? E por que a emprega parecia conhecer tão bem ela? Ou no caso... Eu.

Assim que chegamos ao castelo ele estacionou o carro e abriu a porta para que eu saísse, seguimos até a entrada. Respirei fundo antes de entrar, na verdade antes da emprega sair.

— Que bom que veio, Melissa. — Disse ela

— É...

— Oh. Desculpe quis dizer...

— Mhylla — completei quando percebi que ela tinha dificuldade em lembrar o meu nome.

— Veio para jantar?

— Não! Vim conversar com o Alexander. — Falei, um pouco constrangida.

— Que tal entrarmos?

Eu os acompanhei pela entrada do castelo até ter a bela vista do salão. Era enorme e a decoração nem se fale, as enormes cortinas vermelhas, os quadros... Os quadros! Tomei um susto quando vi aquilo, era como tinha imaginado. A Melissa e o Alexander, juntos. Só que, ela não parecia infeliz ao lado dele ao contrário, eles parecia estar felizes juntos.

— Nossa... Aqui é... — comecei a dizer mais acabei ficando sem fala

Estava encantada pelo lugar, era lindo.

— Ela ainda não se lembra? — perguntou a empregada ainda me olhando, não sabia ou não lembrava o nome dela...

— Com certeza não.

— Lembrar o que?

A mulher deu de ombros, ainda olhando-me de cima abaixo.

— A sua vida antes. Quando era a Melissa e ficava aqui.

— Achei que fosse como todo mundo diz. — Eu disse e ele sorriu

— Não é bem assim. Nunca ouviu falar que, bom... Vamos comparar a uma lenda. Ela vai passando de gerações a gerações e sempre acaba sendo modificada ou existem vários pontos dela. É como nossa história, não é como todo mundo conta. Existe outro ponto de vista, só que ainda não conhecem.

— Quer dizer, o seu ponto da história?

— Exatamente! — Ele afirmou

Decidi não ficar enrolando e ir direto ao assunto.

— Podemos conversar?

— Claro!

— Quero dizer... A sós. — Eu disse olhando para a empregada

— Podemos conversar em outro lugar.

— Vou preparar o jantar. — Disse ela, saindo.

— Mais uma coisa... — disse o Alexander – Não nos interrompa até terminarmos a nossa conversa.

— Sim senhor.

— E por que não? — perguntei, dando de ombros.

Ele sorriu

— Achei que quisesse conversar a sós.

— Eu quero.

Acompanhei e chegamos onde parecia ser o quarto, me causou certo déjà vu, como se eu já tivesse estado ali. Entrei e sentei na beirada da cama, ele fechou a porta e fez o mesmo que eu.

— Agora já pode dizer.

— Queria conversar sobre a gente.

— A gente? — perguntou ele observando-me, com uma sobrancelha arqueada.

Toque de SeduçãoLeia esta história GRATUITAMENTE!