O baile continua lá dentro. Casais dançando no ritmo da música romântica e lá fora, ele acabava de sair depois de uma dança com a garota que ele amava. Já tiveram outras antes dela... A mulher que antes ele se apaixonara e que depois acabou morrendo, logo após tinha conhecido Melissa... Ah... Como era linda. Mas teve que por fim a vida dela para a proteção dela e da cidade, por causa de uma rivalidade que existia há décadas.

Outras pessoas tinham interesse nestes poderes das trevas, e ele devia impedir que essas pessoas saíssem dessa cidade e se reproduzissem em outro lugar. Seria com certeza o fim da raça humana e o inicio da raça dos demônios. Era assim que ele chamava aqueles que tinham esse poder. Logo após isso, teve que esperar um longo tempo que ela chegasse, mas infelizmente nada tinha saído como ele planejou. Essa era a única garota que ele amava realmente e que daria tudo o que tinha para tê-la.

Não detestava ser assim. Ter esse poder correndo por todo o seu corpo e sangue. Na verdade ele adorava. Era parte da natureza dele. Desde o dia em que tinha conseguido ser assim... Ainda conseguia se lembrar. No dia tinha outras cinco pessoas alinhadas em uma estrela de seis pontas sendo obrigados a fazerem parte daquele ritual macabro que deu início a raça dos originais. Poucos deles ainda restavam, os que conseguiram deram inicio a raça dos adorm e em especial um dos originais; tinha dado vida à família do cara que agora estava dançando com a garota que ele amava.

Não estava desesperado por tê-la ali. Ele era até paciente, esperaria porque agora ela iria precisar dele mais que tudo na vida, ela não saberia controlar essas novas habilidades que possuía e precisaria da ajuda dele para conseguir. Em pouco tempo iria conseguir que ela ficasse ao lado dele. Ele sabia como funcionava isso com ela; como ela era o "centro de todo o poder" que agora estava na família dela e sendo assim ela também tinha esses poderes tudo vinha intensificado pra ela, e cabia a ele ensiná-la a separar e a desintensificar esse poder. Ela tinha agilidade, força e percepção. Poderia escutar muito melhor que antes, ver os mínimos detalhes das coisas e agora seria bem mais inteligente em situações complicadas. Obviamente quando já tivesse controle sobre tudo isso.

Ele parou em frente à limusine que ele a tinha trazido para baile e encostou-se sobre ela colocando as mãos no bolso da calça e abaixando a cabeça pensativo. Pegou o celular e aguardou alguns segundos.

Alguém estava prestes a ligar pra ele.

— A-Alexander? É-é você? P-preciso da sua ajuda... alguém... alguém... Está atrás de mim. — Disse a outra voz no telefone

Era uma mulher. Ela parecia estar cansada; estar correndo e sua voz falhava. Houve um barulho do outro lado, ela tinha caído. Alexander reconheceu como sendo uma das originais que estava naquele pacto macabro com ele e as outras pessoas. Estranho; fazia anos e anos que ela não mantinha contato com ele.

— Escuta... Precisa me escutar... Eles estão atrás de nós... Todos os originais que restaram. Eles sabem como... Como nos machucar. Desenvolveram armas. E-eu descobri. T-tinha alguma coisa verde... Isso impede... Impede que nos regeneremos.

— Onde você está, Sabrina? — perguntou ele calmamente.

— Escuta, com atenção... Há um antídoto. Ele neutraliza o efeito do veneno ele... Ele está sendo desenvolvido em um dos prédios luxuosos da corporação. No... lado oeste da cidade.

— O quê?

— O veneno. Verde... Ele nos deixa fracos tem que to-tomar cuidado com ele o... O azul neutraliza. Foram desenvolvidos por corporações diferentes, mas não pode confiar em nenhuma delas.

— Sabrina, precisa ser mais especifica quanto a...

— Estão tentando dar um fim aos originais — Gritou ela do outro lado da linha

Ele afastou o celular da orelha... Sempre sendo escandalosa essa, Sabrina.

— Quem é o mandante? — perguntou ele

— E-eu não sei. Não descobri. Ele ou ela trabalha através de subordinados. Há duas garotas adorm que trabalham pra ele... ou ela. Uma é loira e a outra é ruiva.

— Sabrina você precisa...

— Não. NÃO! NÃO!

Houve gritos e gritos do outro lado da linha e vozes de pessoas gritando para pegar a original. Depois disso, silêncio total.

Ele guardou o celular no bolso.

— Fico a minha vida inteira tentando impedir que algo parecido aconteça, e de repente estão desenvolvendo armas para me matar... — Ele riu sem humor — Insolentes. Não sabem que não podem matar Alexander Belmonte?

Ele não estava tão preocupado quanto a isso, contando que não tentassem chegar perto dela tudo estaria bem. Ele obviamente iria pesquisar sobre isso mais tarde, e esperava profundamente que não tentassem irritá-lo, pois se despertassem a fúria dele... Ele não teria piedade.

Ele deu uma ultima olhada para o ginásio. Todas as cartas agora estavam a favor dele, bastava uma jogada e... Pronto. Ele seria o vencedor. Mas por enquanto, até o final daquele ano, ele iria se afastar...

— E-espera! — disse uma voz quando ele já estava de saída

Um sorriso se formou no rosto dele, conheceria essa voz em qualquer lugar.

Mhylla

Ela estava ali parada diante dele, e ao longe o Neythan, estava parado observando.

— Não vai aproveitar o seu baile? — perguntou ele analisando o olhar dela.

Como ela estava sexy. Ele queria acariciar o rosto dela e finalmente poder beijá-la de novo; ele queria poder tocar os lábios dela e a beijar de uma forma que a deixaria sem fala e sem fôlego.

Ele adorava como o vestido que ela estava contornava as curvas do corpo dela deixando-a elegante. Gostava da forma como os leves cachos moldavam o rosto dela, gostava dos olhos e o olhar que ela fazia quando ficava chateada, o sorriso e adorava o jeito tímido dela.

— Eu... Eu queria agradecer por ter feito companhia pra mim está noite. E-eu achei que fosse ficar mais...

— Iria. Mas agora tenho algo que preciso fazer. A limusine fica a sua disposição essa noite.

O motorista da limusine concordou com um aceno de cabeça, ao longe dali.

— V-você... Vai... Ficar por aqui?

— Eu não estou indo embora — disse ele sorrindo —Vai poder me ver por ai muitas vezes.

— Então isso é um...

— Apenas um até breve.

— Até breve — repetiu ela, parecendo não gostar do jeito que as palavras saíram quando disse.

Ele virou-se na intenção de sair, mas não resistiria em provocá-la ao menos mais uma vez. Ele voltou até ela parando a sentimentos do rosto dela, ela pareceu ficar um pouco nervosa, tensa com a aproximação, mas não se mexeu.

— Você está muito sexy neste vestido — sussurrou ele no ouvido dela

Ele sabia que o Neythan tinha escutado mesmo estando longe, ele tinha a audição aguçada, mas... Não se importava. Podia escutar como o coração dela acelerou quando ele disse aquilo e viu quando ela se arrepiou. Ela desviou o olhar do dele, corada.

Ele pegou a mão dela deu um beijo virou-se de costas pra ela e saiu.

Ela o observou sair e sentiu um aperto no coração. Como se aquela fosse a última vez em que o veria... Não poderia ser. Ele mesmo disse que não iria embora. Ela confiava na palavra dele.

Confiava nele.

O silêncio ficou no ar enquanto a garota o observava se afastando, queria que ele ficasse, mas sabia que essa não era uma despedida. Eles se veriam de novo.

Com toda certeza se veriam.

Este não é o final de uma história, e sim, o inicio de outra.        



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