Não acreditei naquilo, ele não estava acreditando no que eu dizia, ele era uma pessoa terrível. Fez que eu acreditasse que um dos homens dele tinha matado meu melhor amigo na minha frente e eu não pude fazer nada. Eu estava com raiva por aquilo estar acontecendo. Se ele tinha feito aquilo queria dizer que ele tinha poder, e se ele tinha poder ele já sabia o que precisava. Então por que estava fazendo aquilo? Exceto se não foi ele e sim um daqueles homens ali que causou aquela ilusão.

Ele passou a mão no cabelo como se estivesse impaciente e me soltou com força, acabei desequilibrando e caindo batendo as costas na cadeira que estava atrás de mim. No mesmo instante começou a arder, tinha me machucado.

— Não precisava fazer isso.

— Se colaborasse poderia estar em casa com seu amigo.

— Acha mesmo que se eu soubesse alguma coisa já não teria dito? Fez que eu acreditasse que meu melhor amigo morreu na minha frente e eu não pude fazer nada. Se soubesse no instante teria dito. — Disse eu, levantando-me e sentando na cadeira antes que ele decidisse fazer isso por mim.

— Tenho uma coisa para fazer hoje. É bom que quando eu voltar você me diga alguma coisa. — Ele disse e se virou para o homem parado ali — Busque alguma coisa para ela comer.

— Não vai me torturar aqui?

— Preciso de você bem o suficiente para poder falar. — Disse ele saindo e acendendo um charuto de novo.

Tinha certeza que se ele fosse ver melhor, a saúde dele não estaria nada bem. Só de sentir aquela fumaça ali já ficava tonta.

Eles saíram me deixando naquela sala sozinha, eu estava com dor, com sono e queria tomar um banho. Encostei-me à mesa em uma tentativa de conseguir descansar um pouco. Acordei possivelmente algum tempo depois. O homem deixou uma bandeja em cima da mesa e saiu. Vi que era leite, sanduíche e algumas frutas. Como não me arriscaria a tomar leite de novo naquela semana acabei comendo uma fruta. Notei que já devia estar tarde, pois estava frio e acabei me arrepiando, e só fazia frio daquele jeito a noite, ou quando chovia.

Comecei a sentir falta do Neythan, meus pais e também do Alam ele estava por ali, só não sabia se estava bem.

Novamente alguém abriu a porta e era o mesmo homem do charuto, ele estava me observando. Dessa vez os outros homens ficaram do lado de fora da sala.

— Decidida a falar?

— A única coisa que eu sei é aquilo que disse. Prometo que não sei mais nada.

— Não tem medo do que possa acontecer ao seu amigo? — Ele arqueou uma sobrancelha parecendo estar interessado na resposta

— Eu estou falando a verdade.

— E eu não vou hesitar em matá-lo se tiver que fazer isso. Escute bem — disse ele me puxando da cadeira e apertando o meu braço –, eu quero que colabore.

— Dá para parar de me puxar assim? Já me machucou fazendo isso. — Reclamei

Toda vez que ele fazia aquilo ficava uma marca no meu braço, ele era forte e rude.

— Isso é só o começo, acredite.

Houve um alvoroço do lado de fora e em seguida um barulho na porta

— Sabe que... Eu acho que não. —Disse uma voz da porta

Viramos para olhar e ele ainda não tinha me soltado. Era o Alexander. Ele estava com o rosto sereno, e deu um passo a frente.

Parte do seu cabelo caia sobre seu rosto e ele balançou a cabeça fazendo com que o mesmo caísse para o lado liberando novamente sua visão, ele juntou as mãos no terno ajeitando-o ao corpo. Ele era elegante.

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