O chão a minha volta começou a brilhar em um azul fluorescente bem forte e o amuleto que estava na mulher também, enquanto isso a Ambre dizia algumas coisas ininteligíveis e mesmo nunca tendo visto isso antes, eu sabia que ele estava praticando algum tipo da magia, no caso ritual.

Comecei a sentir uma forte dor no braço, olhei e percebi que estava sendo cortado, como se alguém estivesse cortando meu braço com uma faca, mas não havia ninguém ali; o corte se estendeu pelo antebraço e só parou quando estava no ponto de sair sangue; ele escorreu pelo braço caindo no circulo e a luz se intensificou.

Houve um barulho bem forte, não tinha a ver com o ritual, pois percebi o espanto de todos que estavam ali, a Ambre parou, a dor que estava sentindo começou a parar pouco a pouco, mas estava fraca e não conseguia levantar, a visão estava embaçada, mas ainda conseguia ver um pouco.

— O... O que está fazendo aqui? C-como vocês acharam este lugar? — era a voz da Ambre, e ela parecia apavorada.

— Sabe, Ambre. O seu erro foi tentar me fazer de idiota. Foi tentar me enganar. — Disse alguém.

Alexander. Conhecia muito bem a voz dele

— O que está fazendo com a Mhylla? — perguntou o Neythan em um tom rude.

Tinha alguma coisa impossibilitando eles de passarem, mas eu não conseguia ver exatamente o que era.

— N-não é... Não. Não tenho medo de você. Chega de viver assim.

A Ambre levantou os braços dizendo alguma coisa, ouvi barulhos de trovões e de repente as gárgulas que estavam a minha volta se levantaram e voaram até o Alexander. Pude escutar uma risada, ele não parecia nem um pouco surpreso. Ele fez um único movimento com a mão e as gárgulas viraram um monte de pedacinhos de pedras e caíram no chão.

A Ambre deu um passo pra trás parecendo não acreditar.

— Como fez isso?

— Eu já disse pra você; o meu poder é maior do que de qualquer pessoa nesta cidade — houve uma pausa —, ou até mesmo universo.

— Você não vai me parar... Não agora.

Ela fez alguma coisa e o brilho do circulo mudou instantaneamente para vermelho, a dor aumentou mais ainda e a mulher a minha frente começou a se mexer, e a luz azul agora brilhava nela. Comecei a me sentir mais fraca, todo o meu corpo parecia estar queimando por dentro, parecia que meus órgãos estavam sendo esmagados e meus ossos quebrados.

Não vi mais nada...

MHYLLA: POV'S OFF

A garota na sala apagou completamente, ninguém sabia se ela estava viva ou morta. A loira pareceu contente, mas estava com medo, alguma coisa tinha saído errado. O namorado da garota pareceu assustado e não sabia o que fazer, não conseguia chegar até ela, ele estava sério demais e tudo na sua expressão demonstrava o quanto estava com raiva.

— O que você fez com ela? — perguntou ele a loira, quase gritando com ela.

— Ela é uma Adorm. Vem dizer que não sabia?

Ela o encarou e ele desviou o olhar.

Ele desconfiava disso, por vários acontecimentos, mas nunca iria conseguir ter certeza disso se tudo aquilo não tivesse acontecendo.

A mulher perto da garota desacordada começou a se mexer e o Alexander parecia estar hipnotizado olhando a moça. Ele não acreditava que era ela, ele não acreditava que uma pessoa que tanto procurou estava a poucos centímetros dele. Mas ele soube... Alguém tinha feito aquilo... E essa pessoa iria pagar, pois o coração dele queimava de ódio.

Ele caminhou até a grade que os separava das garotas e puxou com facilidade, a grade voou longe, batendo contra a parede, o outro foi até a garota que estava desacordada no chão.

O Alexander parou de frente para o homem que tinha sequestrado aquela garota antes.

— Então — Falou — Você é o autor de tudo isso? Você e seus ancestrais?

O homem arregalou os olhos, ele ainda não acreditava na presença daquele homem ali.

— N-na verdade sim. Todos nos cansamos de tudo isso. Não queremos viver com medo de você, Alexander.

O homem sorriu, mas não era um sorriso que aparentava humor, ele estava suando e provavelmente se tivesse uma oportunidade, sairia dali correndo.

— Vocês sabiam... — Falou o Alexander — Que poderiam ter mexido com qualquer pessoa... Menos... Ela.

Ele levantou o homem pelo colarinho, segurando-o com força e com raiva, os olhos do homem escureceram e a pele dele começou a rachar. O homem caiu no chão, morto.

A mulher já tinha se levantado e estava observando o lugar, estava perdida, não sabia que década estava, mas estava feliz por estar viva. Os olhos dela estavam em um azul elétrico, e a moça pousou o olhar sobre aquele homem. Alexander.

Ele olhou pra ela e sorriu, mas... havia alguma coisa de errado.

— Quem... Fez isso?

A loira estava com medo e estava esperando uma oportunidade para correr, o olhar dela vacilava entre a porta e as pessoas ali naquela sala.

— Ela fez isso. — disse a menina que estava acompanhada de um menino.

Os olhos da mulher relampejaram de raiva, ela encarou a loira, até que a menina decidiu intervir e entrou no caminho da mulher.

Um erro fatal.

Ela levantou a mão em direção a menina e o menino parou na frente dela.

— Não vou deixar que faça isso.

— Como são insolentes. — Disse a mulher

A voz dela ecoou pelo local

Ela encarou os jovens a sua frente, "tão insolentes, uma peninha" pensou ela. Em um único fechar de mão, os rostos do menino aparentaram medo, e os olhos escureceram, eles começaram a tremer até cair no chão. Pareciam estar queimando por dentro.

E realmente estava.

Ela deu um sorriso de satisfação. Estavam mortos.

Ambre tentou correr, mas o Alexander parou de frente a ela.

— Acho que me deve explicações. — Falou, sério.



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