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Era meio obvio que meus pais acabaram colando-me de castigo pelo que aconteceu, não que fazia importância pra mim já que eu não tinha muita coisa a perder ficando de castigo. Eles começaram com o discurso de pais e depois disseram que eu estava com um garoto que devia ser muito problemático pelo jeito que ele agia.

— Posso explicar uma coisa? Eu juro que aquele garoto não é meu namorado. Me dê só uma chance, eu posso provar, vou convidá-lo pra vir aqui.

— Ah! E vai fazer o que? Mentir de novo? Ele me chamou de sogra, o que achou que eu iria pensar?

— Mãe, aquele garoto é um doido. Só uma chance, eu juro que não vou estragar tudo de novo.

— Tá, tá bom. Vamos te dar essa última chance. Ultima, entendeu? Você trás ele aqui amanhã no jantar. Se ele aparecer vamos ter a prova de quem ele é, e que ele é um bom rapaz, caso ele não apareça, não preciso nem dizer. — Disse o meu pai

— Prometo que não vou decepcioná-los. Tenho certeza — ou quase — que ele vai aparecer.

Decidi deixar a parte do quase só no meu pensamento, era ideia do Neythan ter que contar para os meus pais, então ele tinha que aparecer. Só que do jeito que ele era meio imprevisível começava a ter dúvidas disso.

No outro dia à tarde passei na casa dele para avisar e ele disse que iria, tinha me dado à palavra dele de que não iria se atrasar e que estaria lá as 21:00 horas em ponto. Eu aproveitei e salvei o número do celular dele na agenda do meu celular, pelo menos não haveria mais confusão quanto a isso.

À noite ajudei na preparação do jantar e depois fui me arrumar, era claro que estava um pouco ansiosa, seria a única chance de desfazer aquele mal entendido que tivemos com o Lionel e agora não precisava mais esconder o meu namoro com o Neythan.

Eles ainda estavam com raiva e esperava que não descontassem no Neythan. Ficamos sentados no sofá da sala esperando, tive que aguentar aqueles olhares pesados deles em mim. Já até podia adivinhar o que minha mãe estava pensando: "Claro que tem um horário combinado, mas devia pelo menos chegar alguns minutos antes". Eu apostava até o dinheiro que eu não tinha que era alguma coisa do tipo que ela pensava. Eles ficavam quase o dia inteiro no trabalho e ficavam em casa apenas a noite, acho que estavam contando os minutos para o Neythan chegar logo.

Faltando apenas uns cinco minutos para o horário que ele tinha combinado em chegar, comecei a ficar impaciente e nervosa, não acreditava que ele realmente iria chegar bem em cima da hora. O que ele tinha de importante para fazer aquele dia? Que eu soubesse não era um dia em que ele trabalhava.

Quando deu a hora exata, ele ainda não tinha chegado, esperei mais cinco minutos e nada.

— Achei que você tinha dito que ele viria. — Disse minha mãe, calmamente, mas eu sabia que por dentro ela tão ansiosa e nervosa quanto eu.

— Só passou cinco minutos a mais.

— Isso prova que ele não tem palavra. — Ela falou enquanto passava uma mão pelo cabelo ajeitando-o.

— Ele tem palavra.

— Não parece. — Insistiu ela e decidi não discutir

Ficamos esperando mais um tempo, e mais algum tempo quando eles começaram a perder a paciência. Já estava na cara o que tinha acontecido ali. O Neythan não iria aparecer! Mas não era possível, ele não iria me decepcionar assim, eles nunca iriam me dar outra chance de explicar tudo.

— Quer saber? Pra mim já chega. Depois eu sou a chata quando digo uma coisa, né? — Ela levantou-se e meu pai fez o mesmo.

— Espera! Talvez tenha acontecido alguma coisa, eu vou ligar pra ele.

— É bom que ele atenda. — Ela falou de braços cruzados

Disquei o número e esperei, chamou varias vezes e depois caiu na caixa postal, tentei de novo e nada. Agora ele teria que dar uma explicação bem convincente. Minha mãe apenas me olhou com aquele olhar de negação e foi para a cozinha acompanhada do meu pai. Comecei a me sentir uma idiota, por que o Neythan tinha feito aquilo? Será que tinha acontecido alguma coisa com ele? Achava pouco provável, já que era bem difícil alguma coisa acontecer a ele. Será que ele tinha desistido da ideia? Poderia, já que ele já sabia como meus pais eram. Talvez ele não quisesse mais aparecer e simplesmente não apareceu. Só que essa ideia era mais idiota, se ele tivesse mudado de ideia me avisaria, nem que fosse por uma mensagem no celular, ele não me deixaria esperando...

Subi para o meu quarto e me deitei na cama, agora estava mais do que decepcionada, ele poderia pelo menos ter ligado, agora furar assim e não dizer nada, não dava. Eu estava contando com aquilo para eles desencanarem que aquele Lionel era meu namorado, não tinha a mínima chance de ele ser isso.

Agora meus pais iriam ficar pensando mal dele, que ele não tinha palavra, que talvez ele realmente fosse o Lionel, que não dava para confiar em pessoas que não cumpriam com as suas palavras, entre varias outras coisas. Queria até ver o que ele iria dizer e como iria tentar explicar a situação.

Isso me levou a pensar novamente no Alexander. Se talvez fosse ele, obviamente ele iria cumprir com a palavra, podia não saber muita coisa do Alexander, mas disso eu quase tinha certeza, ao pensar nele me lembrei da noite em que dançamos no baile, não tinha sido desconfortante, passar um tempo com ele até que era bom... Só que também não dava para negar que algumas atitudes dele eram demais.

Oque eu estava pensando? Não... O Alexander não, isso era coisa de doido e deviaser assim que eu estava, talvez minha mãe tivesse razão. Não dava para ficarchateada com uma coisa assim. Eu primeiro tinha que saber por que ele não tinhaido e não ficar fazendo perguntas e pensando coisas bobas como pensar noAlexander. Eu amava o Neythan e isso não iria mudar, eu iria esperar e ver oque tinha acontecido. Só que agora já não dava mais para tentar marcar um novojantar com os meus pais e o Neythan. 


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