Quando chegamos em casa o Neythan assim como o Alam me ajudou a levar as malas para dentro, vi que a minha mãe estava sentada no sofá e meu pai estava acariciando o cabelo dela, parecia que ela estava chorando.

— Mãe?

— Mhy... Mhylla? — perguntou ela se se levantando e me olhando

Ela estava mesmo chorando, carregava um olhar preocupado.

— Por que a senhora está... — comecei a dizer, mas ela me interrompeu me abraçando.

— Eu... Eu não acredito no que eu fiz... Eu sinto.

Ela gaguejava e estava tremendo, me abraçava tão forte como se não me visse há anos.

— Mãe?! Eu estou bem.

— Eu quase tive um infarto quando descobri do incêndio no internato e sobre que era um colégio misto.

Dei de ombros

— Por que está chorando se sabia que eu já estava vindo?

— Porque eu fiquei preocupada, Mhylla. Eu sinto... Eu não devia ter mandado você pra lá, eu exagerei. Achei que assim manteria você segura. Sabe... — disse ela passando a mão no rosto como se tentasse não chorar— Você é minha única filha. Eu tenho medo de perder você. Eu não suportaria tal acontecimento, eu não saberia o que fazer. Tenho tratado você como se fosse uma adolescente rebelde que merecia ser punida por causa disso. Eu... Eu te amo e você sabe disso né, filha?

— Mãe, eu também te amo. — Eu disse abraçando-a mais ainda e percebi que ela estava chorando novamente.

— Tá... Eu... Desculpem por isso — disse ela se recompondo.

Arrumou a roupa que tinha enrugado, passou uma mão pelo cabelo e limpou as lagrimas.

— Acho que a palavra certa seria; eu sinto muito e obrigada. — Disse meu pai.

Ela o olhou e ele assentiu para que continuasse.

— Eu... Eu sinto muito. Não devia ter mandado você pra lá. E... Neythan?! Obrigada por ter ido até lá e ainda ter salvado a Mhylla. Serei eternamente grata.

— Não precisa agradecer.

Ela sorriu nervosamente

— Eu preciso dormir, eu estou acabada e ainda tenho que fazer uma coisa muito importante amanhã.

Dei de ombros. Voltando a rotina como sempre

— Achei que tinha dito que passaria o dia com a Mhylla. — Disse meu pai encarando-a

— E vou! Acho que aprendi uma lição com isso. Mas temos que ir à reunião. Vai ser a última do ano.

Isso me fazia lembrar que faltava pouco para o fim das aulas, e o final de ano. Agora eu teria que me esforçar em dobro para conseguir passar de ano, já que muita coisa tinha complicado e acabei faltando às aulas. Com certeza iria precisar fazer alguns trabalhos.

— Amanhã como vou sair muito cedo, passarei na sua escola para passar a transferência, então não precisa se preocupar com isso.

— Tenho que ir agora. Vejo você depois. — Disse o Neythan me dando um beijo e indo até a porta.

— Não vai ficar mais um pouco?

Ele sorriu

— Acho melhor não, você precisa dormir.

Fui até a porta para observá-lo sair, ele entrou na casa dele e depois voltei e minha mãe já tinha subido para o quarto dela.

— Está se sentindo bem? — perguntou meu pai

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