O nosso beijo continuava cada vez mais intenso. Deixei cair as minhas mãos pelo seu peito nu traçando todos os seus abdominais sentindo-o arrepiar e voltei a subi-las colocando-as no seu cabelo aproximando-nos ainda mais. Por sua vez ele tinha as suas mãos nas minhas coxas fazendo o meu estomago estremecer sempre que sentia o seu toque, até que este se tornou mais forte. Ele apertou as minhas pernas e colocou ambas as mãos no meu rabo fazendo-me ficar no seu colo entrelaçando as minhas pernas á volta do seu tronco.

Ele desencostou-me da bancada e senti-o caminhar continuando a agarrar-me com facilidade e nunca parando o nosso beijo. Segundos se passaram e senti-o subir as escadas fazendo-me perceber que ele nos dirigia lá para cima.

Ouvi depois uma porta a abrir e os meus pensamentos só pararam assim que senti as minhas costas baterem contra algo. O meu corpo foi deixado contra a cama e conseguia sentir o peso do Zayn em sima de mim. Ambos paramos o beijo com o movimento e consegui ver que estávamos no quarto de hóspedes.

Mas porque é que ele não nos levou para o meu quarto?

 A minha pergunta foi esquecida assim que senti os lábios do rapaz em cima de mim tocarem de novo nos meus. As suas mãos foram diretamente para o fundo das minhas costas enquanto ele suportava o seu peso nos cotovelos e depois de uma guerra entre mim e o meu subconsciente eu coloquei as minhas mãos no seu pescoço traçando as suas costas frias e arrepiadas.

As nossas bocas estavam juntas como se tivessem sido feitas uma para a outra. As nossas línguas dançavam como se fossem o único par uma para a outra e a cada segundo era como se eu levasse um murro no estomago.

O que nós estávamos a fazer era tão errado... Eu sei que ele só está aqui agora porque quer ter uma diversão durante a noite. Ele só está a fazer isto porque está a dormir cá em casa e eu sou a rapariga que está mais a jeito.

Mas ele parece tão sincero quando me diz que me quer proteger, que vai ficar tudo bem. Aqueles olhos castanhos de alguma forma enfeitiçam-me e fazem-me acreditar em tudo o que ele diz.

É tão estranho o que ele faz comigo. Ele consegue controlar-me sem me tocar. Consegue dizer-me tudo sem abrir a boca, e consegue melhor que tudo fazer-me aquilo que está a fazer agora. Eu não consigo para-lo.

Eu quero-o e não quero. Quero porque de forma não consigo resistir-lhe e é como se o mundo parasse e não houvessem mais problemas quando ele me beija como se fosse mos só nos os dois.

Mas eu não o quero porque ele faz-me mal. Eu sei que quando isto acabar ele vai discutir comigo. Ele vai dizer que eu é que sou parva ele vai magoar-me como fez de manha, vai tratar-me mal como fez em frente ao Louis, e vai destruir-me mais um

pouco. E eu pela primeira vez tenho de pensar nas consequências.

"Zayn para..." eu sussurrei colocando as minhas mãos de novo no seu peito afastando-o vendo a expressão interrogativa formar-se nos seus olhos.

"O que é que se passa?" a voz do Zayn saiu mais rouca do que o normal enquanto eu olhava para o castanho dos seus olhos que me enfeitiçava com a pouca claridade que havia no quarto. 

"Deixa-me ir..." eu sussurrei desviando os meus olhos dos seus tentando sair de baixo dele.

"Emma o que é que se passou?" o Zayn disse colocando o seu braço do meu lado impedindo-me de sair.

"Zayn deixa-me ir por favor" eu disse continuando sem olhar para os olhos dele, eu sabia que se o fizesse ia tudo por agua a baixo.

"Não Emma. Não enquanto não me disseres o que é que se passou?" ele perguntou e eu fui obrigada a encara-lo.

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