22º Capitulo

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"Finalmentejá estou livre" o Zayn disse abrindo ambos os braços fazendo-me rir enquanto ambos saíamos do hospital.

Acabamos agora de sair da consulta, e o médico elogiou muito o Zayn. Disse que o corte tinha sido numa zona dolorosa e delicada e que ele mesmo assim aguentou-se muito bem, nunca se queixou de muitas dores e não teve de tomar medicação extra para aliviar as dores. Mas por outro lado também ralhou muito com ele por não ter estada em repouso absoluto e por ter andado a fazer esforços, mas como o médico disse o 'orgulho é a arma dos mais fortes'. O que na verdade está completamente certo. O Zayn é forte sim, mas eu sei que se lhe doesse alguma coisa ele nunca se iria queixar. Iria por de parte a dor e trazer ao de cima o seu orgulho. É isso que acho que ele faz com os sentimentos. Põe de parte os sentimentos, e traz ao de cima a frieza e amargura.

Mas pronto apesar disto o médico disse que ele teve grandes melhoras, e que já pode fazer as tarefas diárias com fazer caminhadas, conduzir, trabalhar, desde que não abuse.

"Ouviste o médico, ainda não estás totalmente bem" eu disse andando ao lado dele.

"Eu já estou mais que bom" o Zayn disse fazendo-me revirar os olhos. Ele parecia uma autêntica criança. "Agora sou eu que conduzo" ele disse assim que chegamos ao pé do carro esticando a mão para que eu lhe desse as chaves e assim que eu lhe as dei ele parecia um miúdo que tinha acabado de receber um presente. Quem é este Zayn?

Vi-o entrar no carro e eu fiz o mesmo sentando-me no lugar do pendura, e assim que ambos nos sentamos e colocamos os cintos o Zayn esfregou as mãos e quase vi um sorriso crescer-lhe quando colocou as mãos no volante, o que me fez revirar os olhos e não consegui evitar sorrir pelos atos do Zayn.

A música tocava. A voz de um rapariga vinha da rádio e eu desconhecia a música, e o Zayn limitava-se apenas a conduzir. Encostei a minha cabeça ao vidro observando a paisagem enquanto passávamos pelo antigo parque, e ouve algo que me chamou a atenção, vi duas crianças a brincarem no parque. Era um rapaz mais velho e uma rapariga mais nova. Pareciam irmãos, e ele corria atrás dela fingindo não a conseguir apanhar, mas depressa deixei de os ver assim que o carro contornou o parque. Aquelas crianças fizeram-me lembrar o meu irmão. Tenho tantas saudades dele. Tenho saudades dos seus abraços, do seu riso, de desabafar, de discutir com ele, de usar as camisolas dele. Até das mais pequenas coisas tenho saudade, e são estas mesmas pequenas coisas que significam mais para nós.

 

A minha linha de pensamentos continuava até que vi o carro a virar na direção contrária a minha casa, olhei para Zayn mas antes de lhe poder perguntar o porquê de não estarmos a ir para casa a minha atenção foi despertada para a expressão que ele tinha. A sua expressão á minutos digamos que... alegre, estava agora fria, ele tinha o maxilar tenso e os olhos serrados enquanto a sua atenção era desviada entre a estrada e espelho retrovisor, e as suas mãos apertavam o volante brutamente.

 

Olhei para trás para ver se percebia o porquê de o Zayn não parar de olhar para o espelho, e vi que vinha um carro preto com os vidros extremamente fumados atrás de nós, e automaticamente o meu coração começou a ganhar velocidade.

"Não olhes para trás" a voz grave do Zayn suou severa fazendo-me imediatamente virar para a frente.

"Zayn o que é que se está a passar?" eu perguntei e senti a respiração do Zayn cada vez mais pesada enquanto ele continuava a desviar olhar entre o espelho e a estrada. "Porque é que não fomos para casa Zayn?" eu insisti enquanto olhava para ele mas este mantinha-se calado.

"Não se passa nada Emma!" ele disse passado uns segundos tentando controlar o seu tom de voz enquanto apertava cada vez mais o volante.

O meu coração continuava a bater cada vez mais acelerado e um nervosinho começava a nascer dentro de mim enquanto o carro ganhava cada vez mais velocidade e via o Zayn a ficar cada vez mais tenso.

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