Abri os olhos lentamente devido a alguém estar a chamar o meu nome.

"Emma acorda estamos quase a chegar" ouvi a voz do meu pai soar. Endireitei-me no banco e olhei para a janela do avião. Devíamos estar quase a aterrar.

"Mete o sinto filha estamos quase a aterrar" estava certa. Estamos quase a aterrar. Sim a aterrar, estamos em Abril e hoje é o ultimo dia das duas semanas de ferias da pascoa que tive. Então o meu pai quis aproveitar essas duas semanas para irmos viajar. Quer dizer, nós não fomos bem viajar, o meu pai foi numa viajem de negócios, e insistiu que eu fosse com ele, para quando ele tivesse jantares e reuniões eu fosse com ele fazer o papel de filha perfeita e bonequinha do papá. Sim porque para o meu pai, eu não passo disso, desde que a minha mãe morreu, vai fazer para a semana 2 anos, o meu pai só pensa em trabalho, e como se isso não chegasse ele anda metido em negócios sujos, é por isso que nós temos tanto dinheiro, mas também foi por isso que a minha mãe morreu. Devido aos inimigos que o meu pai tem no mercado negro, por isso ele passa o tempo todo a viajar e só se lembra de mim quando precisa que a filha vá com ele para um jantar de negócios sorrir para que ele fique bem visto perante os amigos, como se fosse-mos a família perfeita. Como já podem ter percebido, eu chamo-me Emma, Emma Anderson, filha do grande e poderoso Robert Anderson. Tenho 18 anos, e tenho um irmão de 22 anos, o Stefan. Somos de Bradford, onde eu estou no 2º ano de economia.

Senti o avião a parar. Olhei pela janela e tínhamos acabado de chegar ao aeroporto. Eu e o meu pai tiramos o cinto e dirigimo-nos para a saída. Descemos as escadas do enorme avião e fomos buscar a nossa bagagem. Depois de a termos connosco andamos até chegarmos ao parque de estacionamento. O meu pai dirigiu-se até um carro que eu desconhecia, e eu apenas limitei-me a segui-lo. Quando lá chegamos perto, um senhor de fato e gravata saiu do lugar do condutor. O meu pai deu-lhe as nossas malas, e ambos entramos para os lugares de trás do carro. Enquanto o outro homem levou a nossa bagagem para o porta bagagens. Eu e o meu pai permanecíamos os dois em silêncio, pois eu e o meu pai tínhamos tido uma grande discussão ainda antes de entrarmos para o avião. O outro senhor dirigiu-se para o lugar do condutor e começou a conduzir. Suponho que para nossa casa. Porra, mas até para conduzir o meu pai precisa de criados?

"A tua escola começa amanha certo filha?" a voz do meu pai suou tentando procurar o assunto de conversa. Eu não respondi, limitei-me a assentir com a cabeça sem o encarar. O que eu sei que o meu pai odeia.

"Emma eu não tenho culpa que te tenha dado para voltares a teres 5 anos e estares a fazer um birra. Eu estou a falar contigo e é para me responderes." o meu pai disse tentado manter o tom de voz moderado, mas mesmo assim enraivecido.

"E eu não tenho culpa que tenhas um filha com 18 anos, e só agora é que finges que te preocupas"Respondi. Sei que o meu pai vai ficar super enervado mas ele tem que perceber que eu estou farta! Farta de ser a bonequinha dele! E farta que ele só se lembre de mim e do meu irmão quando se mete em merdas de negócios e depois telefona-nos a dizer que nos vai arranjar um segurança porque estavamos a correr perigo!

"Emma Anderson! Eu preocupo-mo sempre me contigo! Contigo e com o teu irmão! Vocês são as únicas pessoas que eu tenho, e vocês sabem que eu vos amo! Eu sei que tu e o teu irmão não concordam com a ideia dos meus negócios e dizem que eu só penso em dinheiro. Mas isso é mentira, tudo o que eu faço é por vocês. Pensas que não me custa deixar-te a ti e ao teu irmão semanas sozinhos? Claro que me custa, eu fico com o coração nas mãos. Eu sei que estou metido em negócios onde nunca me devia ter metido, e que isso levou a morte da vossa mãe. Mas eu agora já não posso deixar tudo para trás. Agora eu tenho de enfrentar os problemas. E tu e o teu irmão são a única coisa que eu tenho." O meu pai disse. E eu simplesmente não tenho resposta para lhe dar. Os seus olhos começaram a ficar vermelhos. Eu sei o que custa ao meu pai ter de falar da morte da nossa mãe. Ele continuava a olhar-me nos olhos como se todo o verde que rodeava os seus olhos me estivesse a suplicar por perdão. E eu simplesmente não resisti. Avancei e abracei-o. O meu pai demorou um pouco a reagir mas logo me abraçou de volta como se nunca mais me quisesse soltar. Como um pai abraça uma filha de 7 anos que acabou de ter um pesadelo.

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