"Então porque é que fazes isto Zayn?" eu perguntei e senti a minha voz trémula e o seu olhar confuso "Porque é que me magoas tanto quando estás de cabeça quente e é preciso acontecer sempre alguma coisa para conseguir-mos resolver as coisas?" eu voltei a perguntar e ele simplesmente baixou o olhar sem resposta "Porque é que contigo é sempre tudo tão complicado?" eu suspirei e levei as mãos à cara


"Está aqui-" a voz doce da senhora fez-se ouvir mas ela logo se travou quando viu pelas nossas caras que tinha interrompido alguma coisa


"Obrigada" eu disse assim que ela me entregou uma sandes e um sumo para as mãos


"De nada querida. Como estás?"


como é que ela consegue ser tão amável?


"Muito melhor obrigada" eu disse e ela apenas sorriu.




****




Tinham passado certa de 40 minutos.


Ela fez-me mais algumas perguntas enquanto eu comia. Explicou-me que eu não podia ter grande emoções e que tinha de ficar vigilante nas próximas 24h, e se eu sentisse alguma dor forte no peito, dificuldade em respirar, tonturas ou fortes dores de cabeça para ir imediatamente ao médico, mediu-me a tenção, auscultou-me e fez-me uma data de perguntas, quando finalmente me pude ver livre daquela ambulância.


Nós estávamos ainda enfrente ao cemitério.

A ambulância tinha ido lá mas não me tinham transportado para o hospital porque conseguiram resolver o pequeno problema ali.


Eu finalmente estava de pé enquanto o bombeiro de à pouco estava de um dos lado e o Zayn do outro enquanto ambos me ajudavam a caminhar.

Eu e ele ainda não tínhamos dito mais nenhuma palavra um ao outro.

Após algum tempo de a senhora ter ficado a dar algumas indicações ao Zayn ele finalmente entrou no carro sentando-se ao meu lado.

O silêncio entre nós continuava E desta vez sim um silêncio constrangedor e incomodo.

Eu estava com a cabeça junto ao vidro e estava a sentir o meu corpo bastante fraco pela milésima vez. E eu sentia os meus olhos bastante pesados.

O Zayn ligou o carro e apenas isso, não ligando o rádio nem qualquer outra coisa deixando o carro em silêncio mas de certa forma agradeço por isso.


"A bombeira disse que era melhor não ires á escola, pelo menos hoje" ele disse e eu senti que ele apenas estava a falar por falar.

A falar não. A ordenar. Ele deu uma ordem. Ele quis dizer que eu hoje não ia à escola quer queira quer não. Apenas suavizou a frase, mas eu percebi a intensão.

Eu limitei-me a dar-lhe o meu silêncio como resposta. Eu não tinha nada para lhe dizer. Eu não queria ir de qualquer maneira.

"Eu vou ficar em tua casa hoje" a sua voz voltou a suar segundos depois "Ouviste o que a senhora disse, se sentires dores no peito, cabeça, tonturas ou algo do género avisas-me logo"

Fire || Z.MLeia esta história GRATUITAMENTE!