Capítulo 83

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Murilo Cardoso (Elfo)

Eu já estou acostumado com esse clima de puro caos. Eu conheço os esquemas e os riscos, e não vai ser isso aqui que vai me derrubar. Pelo contrário, eu vou passar por cima de todos que estiverem no meu caminho. Eu gosto de evitar conflitos e o sangue nas mãos, mas não deixo de fazer o que tenho que fazer para manter as coisas sob o meu controle e da forma que eu quero.

Foi fácil entrar, me pergunto porque deixei essa rivalidade ir tão longe quando o Drogo sempre foi tão fraco, demorei demais a agir e agora aquele filha da puta acha que tem alguma força ou impacto, mas eu vou mostrar para ele quem realmente manda aqui, ele vai sentir o que acontece com quem me desafia e eu tenho certeza que ele vai se arrepender de ter me provocado, mas do inferno.

Converso com meus homens e nós nos espalhamos de maneira inteligente e ordenada, vamos tomar tudo essa noite, nem que leve a noite toda, mesmo que no momento minha prioridade seja achar a Vanessa, porque eu preciso garantir que ela fique segura, não vou deixar que ela fique no meio daqui.

Tenho certeza que em algum momento a polícia vai aparecer como se não fosse complacente com as merdas que acontecem por aqui, eles apenas tem a intenção de fazer um teatro. Mas eu conheço eles e o tipo deles, sei muito bem que eles querem mais é que a gente se mate, mas eu vou mesmo, matar qualquer um que se coloque no meu caminho para salvar a Vanessa e destruir o Drogo.

Tiros, gritos e mortes, e o cheiro forte de sangue espalhou, esse cenário de guerra é triste, e eu não gostaria da Vanessa se deparando com algo assim. Vou ter que pensar em uma forma de tirar ela daqui de dentro sem que ela tenha muito contato com tudo, sem que veja como estão as ruas.

A troca de tiros é intensa, mas eu sigo firme no meu caminho, encontrar com o Drogo, até gastaria um tempo com ele, quebrando cada dente podre que ele tem na boca, mas quero só acabar com isso logo, por isso acredito que um tiro seja o suficiente.

Recebo um áudio pelo meu WhatsApp, até prefiro os rádios quando estamos dentro do morro, mas fora o sinal pode ser mais facilmente encontrado e isso nos prejudica, não que parar para olhar o celular seja uma boa, mas é necessário, mas para isso tenho que me esconder.

— Chefe, encontramos uma casa que ta cheia de mortos, tá ligado? A gente não sabe o que rolou aqui não, mas foi feio e não foi a gente e é casa do Drogo pelo que a gente descobriu aqui. To achando que era o cativeiro das mina, saca? Conversei com um morador aqui, ele disse que ouviu uns tiros e viu carro saindo daqui, mas que não chegou perto para não se envolver, o que que a gente faz?

Respiro fundo e escuto o áudio mais uma vez, será que seria isso mesmo? Será que era nesse lugar que a Vanessa e a prima estavam? mas quem iria tirar elas de lá? É melhor que eu coloque as mãos no Drogo e o mate depois que eu fizer ele falar sobre onde elas estão.

— Saiam daí, nosso objetivo é ocupar.

Respondo o aúdio e continuo meu caminho. Aos poucos vou trocando informações até conseguir saber onde aquele verme está se escondendo, e sigo direto até lá, é hora de pôr fim nisso.

O barraco que ele está escondido é bem no meio do morro, como eu imaginei que seria, mas acho que é uma atitude idiota, como ele fugiria daqui se é muito mais fácil para ser pego? Se assim ele poderia ser facilmente cercado? Mas se ele não fosse idiota, não estaria tendo problemas comigo.

Mato um dos que estão em frente a casa e mando o meu companheiro dar a volta para eliminarmos todos os que estão ali de segurança, Drogo é um covarde que não tem coragem de me encarar e que fica colocando o seus para lhe defender, mesmo que morram assim, mas vai precisar deles para fazer a segurança dele no inferno, porque eu vou matar todos.

Anatomia do Caos - MorroOnde as histórias ganham vida. Descobre agora