Capítulo 13

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Vanessa Aguiar

Entediada é como me sinto, um monte de gente falsa se bajulando para ter um pouco de atenção, pra conseguir alguns contatos. Essa gente é tão suja e mesquinha que quase me faz vomitar no meio do salão. Olho no meu celular e vejo uma mensagem da Laura avisando que está na hora de irmos.

Respiro fundo, porque agora vem a parte quase difícil, conseguir convencer a minha mãe que é uma boa ideia me deixar passar a noite fora de casa.

Sorrio indo até a minha mãe que está bebendo e conversando com algumas mulheres que desconheço, mas que espero que não me atrapalhem no meu objetivo, conseguir saber dessa festa que mais parece um enterro.

— Mãe, posso conversar com a senhora um minuto? — Pergunto com um sorriso pequeno.

— Claro, meu bem, pode falar — Ela diz se virando para mim.

— Pode ser a sós? — Pergunto e ela me olha desconfiada — Quero te pedir uma coisa.

— Pode falar aqui mesmo, não tem problema — Uma das mulheres diz e eu olho para a Eliza que acena.

— O que você quer? — Ela pergunta desconfiada, e eu sorrio doce.

— Vai ter uma festinha para os jovens agora, na casa do Alan, o filho do senador, eu posso ir? — Pergunto. Já deixo claro logo na casa de quem para que ela perceba a influência e me deixe ir com mais facilidade.

— Minha filha veio aqui agora a pouco falando sobre isso, parece que vai ser uma coisa muito comportada e entre os jovens, não tem porquê não deixar sua filha ir — A mesma mulher diz e eu sorrio para ela.

— Não quero você envolvida em confusão, Vanessa — Ela fala um pouco dura e eu suspiro, mas sorrio em seguida.

— E quando eu arrumei confusão, mãe, a filha da sua amiga vai, a Laura vai, é na casa do Alan e eu tenho certeza que a Beatriz vai também — Insisto, é a minha chance de ter um pouco de diversão.

— Tudo bem, vou te deixar ir — ela fala e eu abraço ela sorrindo.

— Obrigada, você é a melhor mãe do mundo — Falo e me afasto e a vejo rindo.

Ela é a minha mãe e por mais que tenhamos uma relação difícil, muito difícil, eu só queria que ela me entendesse mais. Eu gosto dos momentos de bom humor, gosto da forma como ela brinca, mesmo que sejam momentos tão raros poderia contar nos dedos da mão, mas eu sei que essa não é a sua verdadeira essência e por isso tento não me iludir ou me apegar a esses momentos.

— Tenha juízo, não beba demais, não faça besteira e se precisar, pode me ligar — Ela diz e eu aceno concordando, mas é claro que eu não ligaria em nenhuma situação, seria burrice minha.

— Tudo bem, obrigada por me deixar ir, até depois, boa noite — Falo e olho para as amigas dela que ainda estão nos observando — Boa noite para as senhoras também.

Me afasto depois delas responderem tirando o meu celular da bolsa, mas nem preciso fazer isso porque logo vejo a Laura conversando com o Alan e mais uma colega nossa, com certeza essa festa não vai ser só uma reuniãozinha. Nenhuma festa do Alan é. Tenho certeza que terá de tudo lá, muita música, álcool, e até mesmo drogas, conheço esse tipo de festa e por isso me envolvo pouco, definitivamente não é do meu feitio.

Me aproximo deles e o Alan sorri me olhando e já abre os braços para me receber, e eu acabo decidindo deixar ele me abraçar, mesmo que eu não tenha nenhuma intenção de ficar com ele.

— Estão prontas para ir para a festa? — Ele pergunta e olha para a Laura — Seu grude já chegou, tem mais alguma desculpa para enrolar ou podemos ir logo?

Anatomia do Caos - MorroOnde as histórias ganham vida. Descobre agora