Capítulo 72

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Vanessa Aguiar

Acordo sentindo cada parte do meu corpo doer, não era bem isso que eu tinha pensado de noite boa, mas pelo menos eu dormi a noite toda sem pesadelos, sem ficar me revirando. Acredito que a dor seja devido a todo o nervoso que senti ontem, toda aquela angústia ia provocar alguma coisa e eu estou sentindo o resultado disso.

Me levanto devagar e vou para o banheiro fazer minhas higienes e finalmente tomar um longo banho, não igual ao de ontem que eu tive que ir rápido por causa da ligação, mas agora eu posso deixar a água morna cair pelo meu corpo relaxante cada músculo, assim logo vou começar a me sentir descansada.

Ontem foi realmente um dia longo e complicado, mas hoje com certeza vai ser melhor.

Termino o meu banho e vou para o quarto me vestir, todas as roupas que tenho aqui são peças que peguei da Laura, não é como se ela fosse sentir falta de alguma coisa já que ela tem um closet maior do que o quarto, mas eu não julgo porque eu tinha tanta coisa quanto ela e ficou tudo perdido na casa dos... na casa da Eliza com o Roberto.

Ainda sofro um pouco na hora de falar o nome deles sem os chamar de pais, mas eu vou perder esse hábito, não os considero mais como meus pais e não vou mais considerar, nunca mais. Pessoas como eles deveriam ser proibidas de terem filhos.

Eu sei que eu sequer teria nascido se realmente houvesse uma proibição desse tipo, fosse por lei, ou normas do universo, mas ainda assim era melhor não existir do que passar por tudo o que passei,e sendo bem sincera, a gente não sente falta do que não conhece e eu não me conheceria de qualquer forma.

Escuto umas batidas leves na porta e a vejo ser aberta com cuidado e a Laura colocando só a cabeça para dentro do quarto e sorri ao me ver arrumada já. Ela entra sem falar nada e fecha a porta do quarto devagar.

— Bom dia — Ela cumprimenta com um sorriso no rosto pequeno — Dormiu bem?

— Bom dia, dormi sim — Respondo tranquila — Está tudo bem?

— Eu não sei, quero saber de você — Ela diz e eu fico muito confusa com a fala dela.

— Do que você está falando? — Questiono indo em direção a cama para me sentar.

— Ontem você estava conversando com alguém sobre a Carol — Ela explica e eu aceno concordando — O que houve?

— Era um homem chamado Patrick, ele disse que era amigo dela e que estava preocupado — Eu começo a explicar e ela senta na cama junto comigo — E me pediu para avisar se e quando ela entrasse em contato.

— Foi tudo o que ele falou?

— Não, ele falou que as pessoas que ela tinha fugido uma apareceu morta e a outra foi presa, falou sobre o fato de ela sempre reclamava que estava fugindo de uma pessoa, mas nunca lhe disse quem era essa pessoa — Explico e respiro fundo — Mas eu realmente tenho uma suspeita sobre quem pode ser essa pessoa que ela estava fugindo.

— Seus pais? — Ela pergunta como se fosse uma sugestão.

— Eles, mas nós precisamos combinar uma coisa importante — Eu falo séria e ela assente prestando atenção — Não vamos mais chamar eles de meus pais, fala o nome deles porque eu não quero mais ser relacionada tão diretamente a eles assim.

— Você está certa, não vou mais me referir a eles dessa forma — Ela fala e suspira — Eu fico pensando uma coisa às vezes, e acho que vou dividir com você.

— Pode falar, principalmente porque eu tenho certeza que é uma besteira qualquer completamente inverídica — Eu falo e ela tenta sorrir, mas acaba suspirando e deixando mais visível ainda como o assunto a deixar chateada.

Anatomia do Caos - MorroOnde histórias criam vida. Descubra agora