Capítulo 32

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Vanessa aguiar

Acordo sentindo meu corpo quente ao mesmo tempo que sinto frio e respiro fundo e devagar, talvez eu esteja com um pouco de febre, mas vou beber algum remédio e logo isso passa, preciso de um banho frio e tudo resolvido.

Me levanto devagar, me adaptando, meu corpo inteiro dói. Não dúvido que mais algum tempo dentro daquela casa realmente pudesse me matar. Me pergunto como é a vida de quem pais que amam, que cuidam e que realmente protegem. Acho que nem todo o dinheiro que tive a vida toda compensa o quanto eu fui ferida por'fora e por dentro, e é por isso que eu não quero nunca mais voltar.

Saio do quarto um pouco atordoada, não tenho ideia de que horas são, mas eu preciso achar um banheiro para que eu possa pelo menos lavar o rosto antes de beber o remédio. A casa é pequena, por isso imagino que não deva ser difícil encontrar o banheiro, mas é uma droga que a minha visão esteja tão turva.

Ando encostando na parede, mas de repente sinto como se o mundo estivesse girando ao meu redor, e me encosto totalmente na parede. Acho que eu deveria ter ficado dentro do quarto. Até tenho a impressão de que alguém está falando o meu nome, mas parece muito longe. Fecho os olhos, enquanto sinto o meu corpo escorregando para o chão, mas estou sem forças para qualque ação.

Mas antes que eu encoste no chão, sinto alguém me segurando, e me carregando, mas não abro os olhos, apenas me concentro em ouvir o que estão falando ao meu redor. Acho que eu estou muito pior do que eu achei que estaria, já que me encontro sem forças até para abrir os olhos, como se tivesse gasto toda a minha energia apenas tentando me levantar, o que claramente foi uma péssima ideia.

— Vanessa? Amiga, tá me escutando? — Escuto a Laura perguntar, mas apenas tento acenar.

— O que aconteceu com ela? — Escuto uma voc masculina, parece o Elfo — Ela está queimando de febre, e parece que ela foi atropelada por um caminhão.

— Eu vou mandar chamar a enfermeira — Escuto outra voz masculina, deve ser o Gota.

— Eu só preciso de um banho frio e um remédio, vai ficar tudo bem — Eu falo com a voz fraca e respirando pesado, me sinto completamente exausta.

— Vamos esperar o Gota voltar e aí você toma alguma coisa — Escuto a voz da Laura falando séria — Eu posso te ajudar com o banho se quiser.

— Quero — Respondo respirando fundo, enquanto abro os olhos e junto forças para me levantar de novo.

— Eu acho isso uma péssima ideia — O Elfo interrompe — Ela claramente não está bem para ficar em pé sozinha, e você não vai conseguir auxiliar nisso, melhor esperar do que acontecer um acidente.

— Eu preciso pelo menos escovar — Peço choramingando.

— Eu te ajudo com isso — O Elfo se dispõe e eu me encolho um pouco — Está com vergonha?

Eu não respondo, apenas fecho os olhos novamente me encolhendo na cama. Esse cenário faz parecer tudo ainda mais confuso. Por que o Elfo está aqui e está tão solicito a me ajudar? Não sei o que está acontecendo, mas definitivamente não estou entendendo nada, e nem estou em condições.

...

Acho que cochilei, porque sinto como se estivesse acordando novamente, mas dessa vez me sentindo muito melhor. Não sei quanto tempo dormi, e isso me faz lembrar que eu preciso urgentemente de um celular. Me sento na cama e assusto quando a Laura repete o mesmo gesto que eu. Ela dormiu aqui?

— Como você está se sentindo? — Ela pergunta em tom de preocupação.

— Estou me sentindo bem, um pouco suada, mas nada demais — Respondo olhando para ela — Que horas são e o que exatamente que aconteceu?

— São quase cinco da tarde — Ela responde e eu arregalo os olhos, eu definitivamente apaguei depois que dormi — Você acordou umas quatro horas atrás e andou pela casa, mas não respondia ninguém, então quase desmaiou e o Elfo te trouxe para o quarto. Lembra disso?

— Vagamente, mas só lembro até aí — Respondo devagar.

— Você começou a falar que queria banhar, mas o Elfo impediu, dizendo que você poderia machucar, então você acabou dormindo novamente, nesse tempo uma enfermeira que mora aqui no morro veio te ver, ela disse que seu caso é apenas exaustão, e como seu corpo deve ter associado que você está segura, deixou essa axaustão sair, por isso ficou assim — Ela explica e eu fico ainda mais chocada — Mas ela te aplicou um remédio e passou outro para você tomar, caso se sinta mal novamente.

— Eu já cheguei dando trabalho — Falo brincando e suspiro.

— Isso só me deixou mais preocupada, e ao mesmo tempo, mais aliviada de você ter conseguido escapar — Ela diz segurando a minha mão — Eu vou fazer de tudo que estiver ao meu alcance para que você fique bem.

— Obrigada amiga, mas assim que eu estiver melhor, eu vou conseguir pensar em algo para mim, para sair dessa — Respondo com um sorriso pequeno — E eu preciso de um banho e de um celular

.

— Eu vou te mostrar onde é o banheiro e vou sair com o Gota ou a Manu para comprar para você — Ela diz ficando de pé — E você tem passe livre para pegar o quiser, você precisa se alimentar e beber água.

— Pode deixar, vou me cuidar direitinho — Falo achando fofo ela tão cuidadosa.

— Vem, vou te mostrar onde é o banheiro — Ela diz e eu me levanto.

Primeiro eu pego a minha necessaire dentro da mochila, a minha toalha e acompanho ela, que se despede assim que eu entro dentro do banheiro.

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Oie, tudo bom?

Espero que tenham gostado do capítulo ❤️

Postei uma novidade no insta ( @ thainarro) 🚨

Beijinhos e até o próximo capítulo ❤️

Anatomia do Caos - MorroOnde as histórias ganham vida. Descobre agora