-Mal posso esperar pelo nosso encontro.-Disse-me o Calum mal saimos da escola na quarta-feira.

-Onde é que vamos?

-Isso é surpresa.

-Eu não gosto de surpresas. Elas matam-me de curiosidade.

-Acredita tu vais gostar desta.

Olhei para o relógio e vi que ainda faltava uma hora para o autocarro chegar. O Ashton estava a trabalhar na loja de vídeo e é por isso ele não me podia dar boleia.

-Ainda falta muito tempo para chegar o autocarro não é? -Perguntou o Cal.

-Yupe. A que horas vais embora?

-Quando quiser. Mas se calhar faço-te companhia. Eu preciso de ir à loja de vídeo devolver um DVD. Vens comigo?

-Está bem. Assim também vejo o meu meio irmão.

Começámos a andar até à loja.

-O Ash trabalha lá?

-Sim. Aos domingos e às quartas depois das aulas.

-Não sabia que ele trabalhava sequer.

-Como ele disse 'temos de fazer pela vida'.

O Calum riu-se. Os seus olhos iluminavam-se de cada vez que ele sorria. Acho que estava a olhar demasiado para ele. Desviei o olhar assim que ele olhou para mim.

-Sou muito giro, não sou?-perguntou ele, assim que me viu a desviar o olhar.

-E muito modesto também, Hood.

-Tem de ser.

Ele sorriu.

-Odeias o Ashton? -Perguntei.

-Ãhm?-ele parecia confuso.

-Quando vos contei, a ti e ao Luke, que eu era meia irmã dele, vocês disseram que não gostavam dele.

-Bem, eu não gosto muito dele por causa de coisas que ouvi dizer que ele fazia. Mas a verdade é que nunca falei muito com ele. Até, claro, à outra sexta-feira.

-Pois.

-Tu não gostas dele?

-É uma longa história.

Ele pressionou os lábios numa linha reta e não disse mais nada.

Chegamos à loja passado um bocado. Entrámos no estabelecimento e dirigimo-nos ao balcão onde um rapaz alto e moreno nos atendeu.

-Boa tarde. Em que vos posso ajudar?

-Eu vim devolver um DVD.

O Calum entregou uma pequena caixa ao rapaz. Este preencheu uma papel onde tinha os dados da reserva e entrega do DVD. Passei os olhos pela loja e não havia sinal do Ashton.

Saímos da loja e fomos em direção à escola.

-Ele não estava ali, pois não?-perguntou o Cal.

-Não. Estranho.

O telemóvel do rapaz ao meu lado começou a tocar. Ele rapidamente atendeu, continuando a caminhar.

Passados uns momentos ele desligou.

-Tenho de ir para casa, não posso fazer-te companhia, desculpa, Maya.

-Ah, não tem problema.

-Se quiseres dou-te boleia.

Ia a responder quando olho para o outro lado da rua e vejo o meu meio irmão a entrar num edifício.

-Não é preciso, obrigada.

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