-Então vocês ainda não namoram?!-Perguntei incrédula quando vi o Michael e a Alison na segunda-feira.

-Não. Ainda estamos a ver o que sentimos um pelo outro.-A minha amiga explicou.

-Amor! Sentem amor!-Disse eu como se fosse óbvio e eles riram-se.-Olhem que o dia de São Valentim é no domingo, é bom que namorem até lá.

-Vamos pensar no teu caso, Mayazinha.-Gozou o Michael.

-Não me chames isso, Gordon.

Ele olhou para mim com cara de poucos amigos mas logo se riu.

-É justo.-Ele concluiu.

De repente a campainha tocou, obrigando-nos a ir para a aula.

***

Cheguei a casa na sexta-feira seguinte, com o Ashton. Ele vinha à minha frente de modo a que eu fui a última a entrar, fechando a porta atrás de mim. Ele rapidamente subiu as escadas e foi para o quarto dele. Os nossos pais não se encontravam em casa, ainda estavam a trabalhar.

Tentei conversar com ele durante a semana mas falhei sempre, ou porque ele desviava o assunto, ou alguém nos interrompia, ou porque ele zangava-se e eu também.

Assim que ele me deixou sozinha no hall de entrada, eu reparei num papel caído no chão. Rapidamente apanhei-o e reparei que era uma música escrita pelo Ashton, pois tinha o seu nome escrito. A única coisa escrita lá era o refrão e alguns acordes por cima das palavras.

Hey we're taking on the world
I'll take you where you wanna go
Pick you up if you fall to pieces
Let me be the one to save you
Break the plans we had before
Let's be unpredictable
Pick you up if you fall to pieces
Let me be the one to save you

A palavra "unpredictable" encontrava-se destacada.

*Flashback on*

-Os clichés são demasiado previsíveis, a vida real tornar-se-ia aborrecida se isso acontecesse.-Lembrei.

Ele riu um pouco.

-É, talvez tenhas razão.

-Eu tenho sempre razão.-Corrigi eu com um olhar gabarola.

-Era previsível que ias dizer isso.

Revirei os olhos.

-Era previsível que ias dizer que eu digo coisas previsíveis.

-Não, não. Aqui a pessoa previsível és tu, Maya.

-Vai dar uma volta, Ashton!-Sorri-lhe.

-Previsível!-tossiu ele.

Dei-lhe um murro no braço e rapidamente arrependi-me pois isso também era um bocado previsível. Ele ia abrir a boca para voltar a dizer aquela palavra quando eu o interrompo.

-Nem! Penses! Nisso!

-Nisso no quê?-Perguntou ele fazendo-se desentendido.

-Em dizer que eu sou previsível.

-Mas tu és...

-E tu também...

-Não, não sou!-Ripostou ele.

-Bem, eu previ que tu ias dizer que eu era previsível logo tu és previsível.

-Isto está a ficar confuso, Maya!-Ele riu.-Vamos ser imprevisíveis e pronto!

-Vamos ser imprevisíveis.-Repeti estendendo-lhe a mão. Ele apertou-a como se tivéssemos feito um acordo.

*Flashback off*

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