Parámos numa estação de serviço enquanto íamos a caminho de Nova Iorque. Finalmente estávamos nas férias de Natal e podíamos descansar.

Mal podia esperar por ver a Amy e o Liam. Eles eram os meus únicos amigos. Claro que já tive outros mas todos eles me desiludiram. Já para não falar na minha fraca capacidade de socializar. Ainda não sei como é que fiz tantos amigos em Indianápolis, talvez tenha sido por causa do Ashton. A verdade é que ele me ajudou imenso sem sequer reparar.

Saímos do carro e fomos comer alguma coisa num snack-bar que tinha na estação.

-Vão arranjar mesa que nós vamos pedir alguma coisa para comermos.-disse o meu pai a mim e ao Ash.

Sentámo-nos numa mesa à beira da janela e ficámos de frente um para o outro.

-Odiei esta semana, Maya.-Confessou ele.

-Não foi assim tão má, até te aguentaste bem.

-Ainda não sei como é que consegui. Custou tanto.

-Eventualmente vais superar isso.

Ele negou com a cabeça, manteve-se em silêncio durante um bocado e depois disse:

-Era suposto eu e a Jane sermos felizes juntos e nunca acabarmos.

-Lamento informar-te, meu amigo, mas isto não é nenhum filme. Não há finais felizes nem nada.

-Eu sei. A vida real não é cliché.

-Mau era se fosse, não é?-disse eu.

-Eu acho que se fosse cliché era mais fácil. Se calhar era melhor.

-Os clichés são demasiado previsíveis, a vida real tornar-se-ia aborrecida se isso acontecesse.-Lembrei.

Ele riu um pouco.

-É, talvez tenhas razão.

-Eu tenho sempre razão.-Corrigi eu com um olhar gabarola.

-Era previsível que ias dizer isso.

Revirei os olhos.

-Era previsível que ias dizer que eu digo coisas previsíveis.

-Não, não. Aqui a pessoa previsível és tu, Maya.

-Vai dar uma volta, Ashton!-Sorri-lhe.

-Previsível!-tossiu ele.

Dei-lhe um murro no braço e rapidamente arrependi-me pois isso também era um bocado previsível. Ele ia abrir a boca para voltar a dizer aquela palavra quando eu o interrompo.

-Nem! Penses! Nisso!

-Nisso no quê?-Perguntou ele fazendo-se desentendido.

-Em dizer que eu sou previsível.

-Mas tu és...

-E tu também...

-Não, não sou!-Ripostou ele.

-Bem, eu previ que tu ias dizer que eu era previsível logo tu és previsível.

-Isto está a ficar confuso, Maya!-Ele riu.-Vamos ser imprevisíveis e pronto!

-Vamos ser imprevisíveis.-Repeti estendendo-lhe a mão. Ele apertou-a como se tivéssemos feito um acordo.

-Aqui está o vosso lanche.-disse a Rose assim que chegou com os tabuleiros na mão. O meu pai chegou logo a seguir a ela.

Comemos tudo e continuamos o nosso caminho para Nova Iorque.

***

-Maya!!!-gritou Amy assim que entrámos em casa do tio do Ashton.

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