-Está tudo bem?-Perguntei vendo a cara de preocupação do meu meio irmão assim que entrei no carro na segunda-feira.

-Sim, sim.-Ele assegurou, ligando o carro e arrancando.-Acho que estou um bocado cansado, só isso.

-De certeza?-Insisti porque consegui ver na sua expressão que estava a mentir.-Ashton, podes contar-me o que se passa?

Ele ia falar mas o meu telemóvel começou a tocar mal eu perguntei aquilo.

-Oi, Calum!-Cumprimentei atendendo a chamada.

-Olá, amor. Olha achas que podes passar por minha casa e me dar boleia para a escola?-Ele perguntou do outro lado da linha.

-Sim, claro, não há problema.-Sorri enquanto disse isto.

-Até já, então.

-Até já.-Desliguei a chamada e voltei a colocar o telemóvel no meu bolso, mas desta vez pus-lo em silêncio.-Podes passar por casa do Calum para o ir buscar, se faz favor?

-Claro.-Ele respondeu e virou à esquerda para o ir buscar.

-Estão, vais-me contar o que se passa ou não?

-Não sejas chata, não se passa nada.-Ele manteve-se concentrado na condução.

-Roomie, tu guardas muita coisa para ti. Eu não quero ser chata mas também não quero que tu estejas mal. Por favor conta-me.-Pedi.

-Se eu guardo muita coisa para mim, é porque é o melhor a fazer. O melhor para mim e para ti.

-De certeza? De certeza que é o melhor?

Ele olhou para mim por momentos e depois voltou a focar a sua atenção na estrada sem dizer uma única palavra. Passaram alguns momentos e eu já tinha dado aquela conversa por perdida quando ele decide falar.

-Não tenho a certeza, mas não te vou contar.

-E vais continuar a cortar-te por causa dos teus problemas?-Confrontei eu.-Eu já te disse que...

-E quem te disse que este problema é meu? Não é sequer sobre mim, ok? Eu estou assim por causa de uma coisa muito importante mas que não te quero dizer qual é.

-A partir do momento em que algo te põe nesse estado, é um problema teu, Ashton.-Eu disse.

-Eu prometi a alguém que não contava isto a ninguém, Maya. E por mais que, de uma certa maneira, eu te queira contar, não posso. Fiz uma promessa. Por favor, compreende.

Apenas encolhi os ombros e foquei a minha atenção na rua onde estávamos a passar.

Eu compreendia o facto dele ter feito uma promessa mas ainda assim não o queria ver a sofrer.

Essa promessa deve estar relacionada com alguma coisa que aconteceu ontem à noite com a rapariga com quem ele foi para a cama. Pensei enquanto o meu meio irmão estacionava na entrada de casa do Calum.

-Ele ainda não está aqui.-Avisou o meu ex-inimigo.

-Eu mando-lhe uma mensagem para ele sair.

Ia a pegar no telemóvel quando o meu namorado sai de casa e vem em direção ao carro, entrando na porta de trás.

-Bom dia!-Ele cumprimentou.

-Bom dia.-Cumprimentei de volta e aproximei-me dele para lhe dar um pequeno beijo. Assim que me voltei a sentar direita no banco vi o Ashton a revirar os olhos.-Mas que raio é que se passa contigo?

-Não é nada, Maya.-Ele insistiu.-Oi, Calum.-Ele cumprimentou seco.

-Oi, colega de banda!-O meu namorado disse com um sorriso mas o rapaz que estava a conduzir apenas o ignorou e começou a guiar em direção à escola.

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