O médico pediu para falar comigo e com o meu pai e nós saímos do quarto onde a minha avó estava em repouso.

-Ela está estável.-Ele disse.-A operação correu bem. Ela vai ter de ficar aqui até ao próximo mês, vai fazer quimio e radioterapia e depois vamos tentar remover o tumor se a isso não resultar. Nada nos garante que ela vá sobreviver mas ainda há muita esperança.-Ele sorriu ligeiramente no final.-A minha equipa vai fazer os possíveis.

-Obrigado, doutor.-O meu pai agradeceu e o médico deu meia-volta, saindo da nossa beira.

Sorri fracamente para o meu pai e ele para mim. Entrámos outro vez no quarto onde o meu avô segurava a mão da minha avó, sorrindo para ela.

Ele estava lá um para o outro quando eles precisam. Eram o apoio um do outro. E eu, ao ver aquilo, lembrei-me do Ash e de como eu gostava de ter estado lá para ele. Os acontecimentos da noite anterior não saíram da minha cabeça durante toda a viagem desde Indianápolis até ao hospital.

-Posso falar com a Maya a sós por um segundo?-A minha avó perguntoua.

-Claro.-O meu avô disse.

Ele olhou para o meu pai que assentiu e ambos saíram do quarto.

Assim que a porta se fechou eu encarei-a com um pequeno sorriso na cara.

-O que é que se passa?-Ela questionou.

-Como assim?-Perguntei confusa.

-Anda cá.-Ela pediu e eu aproximei-me.-O teu pai não é muito sensível a estas coisas mas eu consigo reparar quando algo não está bem. E a tua expressão diz-me que se passa algo.

Tentei põe outra expressão mas era inútil pois ela já tinha reparado.

-É só que...eu vou sentir falta de Indianápolis.-Em parte disse a verdade.

-Não tem nada a ver com outra coisa?-Ela questionou.-Quando o teu pai estava zangado com alguém ele tinha uma expressão parecida com essa.

-Eu não estou zangada com ninguém.-Afirmei e ela ergueu a sobrancelha.-Está é uma pessoa zangada comigo.

-E quem é?-Ela questionou mas eu não respondi.-Podes-me contar, Maya, provavelmente não sobrevivo não vou contar...

-Não diga isso!-Eu interrompi.-Eu conto-lhe. O Ashton está zangado e eu não me despedi dele.

-É mau não te despedires do teu namorado.-Ela pressionou os lábios numa linha reta.

-A avó sabe que nós não somos namorados.-Eu disse e ela riu ligeiramente.

-Mas ficavam fofos.-Ela reparou, sorrindo.

-Ele é o meu melhor amigo e eu fiz asneira.-Admiti e olhei para as minhas mãos.-Foi muito mau.

-Lamento, Maya.-Ela disse.-Vai correr tudo bem.

Apenas lhe sorri enquanto me lembrava da vez em que eu e o Ash a fomos visitar ao lar de idosos.

-Olá, filho! Como é que vai Indianápis?

-É Indianápolis, mãe, e vai boa. Esta é a Rose, a minha namorada, e este é o Ashton.-Ele apontou para eles enquanto os apresentava.

-Tens um namorado muito bonito, Maya. Parece simpático. E tem umas covinhas adoráveis, só me apetece apertar-lhe as bochechas.

-Avó, ele...

-Oh, rapaz, chega aqui!-Ela interrompeu-me. Ele aproximou-se e ela pegou na mão dele e olhou-o nos olhos.-Tu cuida bem da Maya. Ela merece. É a minha menina.

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