-Ashton, tenho de te admitir uma coisa.-Eu disse-lhe assim que entrámos no carro dele no dia 29.

-Diz.-Ele pediu, começando a arrancar.

Respirei fundo pela milionésima vez naquele dia.

-Eu nunca estive tão ansiosa e nervosa ao mesmo tempo em toda a minha vida.-Admiti e ele sorriu.

-Tem calma, vai correr bem.-Ele assegurou, guiando pela cidade.

-Quem é que te garante que eu passo?-Questionei preocupada.

-Ninguém me garante, eu só disse que ia correr bem.-Ele esclareceu e eu revirei os olhos.-Tem calma, Maya, o que tiver de ser será. Se não entrares na universidade, vais tentar resolver as coisas de outra maneira.

-É só que eu sempre sonhei com isto.-Eu disse olhando para as minhas mãos.

-Eu sei, mas tem calma.-Ele sorriu para mim e eu olhei para ele.

Por incrível que pareça isso acalmou-me um bocado.

-Passei quase o ano todo sem saber que o Dylan é praticamente nosso vizinho.-Comentei assim que o meu roomie estacionou o carro em frente à casa dele que fica a poucos metros da nossa.

-Viveste na ignorância, cara amiga.-Ele gozou, saindo do carro.

Sai também e fui até à entrada da casa dele, tocando à campainha de seguida. A casa dele era mais pequena do que a nossa mas devo dizer que era mais acolhedora também. Pouco tempo depois a porta abriu-se, revelando o Dylan na cadeira de rodas.

Não consigo olhar para ele sem me sentir mal, e isso é mau. Não gosto quando as pessoas têm pena de mim, no entanto não consigo deixar de ter pena dele.

-Vocês fizeram-me acordar às nove da manhã só para irmos ver se a Maya entrou ou não, francamente.-Ele reclamou e saiu de casa, fechando a porta atrás de si.

-Foste tu que quiseste vir.-Lembrei e ele riu.

-Eu sei.-Ele admitiu enquanto nos aproximavamos do veículo.

-Se não querias vir podias ter ficado em casa.-O Ash reparou mal chegámos perto do carro.

-Eu queria estar presente neste dia.-O Dylan virou a cadeira de modo a estar de frente para nós.-Mesmo que a Maya passe ou não, eu quero estar lá.

O Ashton sorriu para ele, assim como eu.

-Bem, vamos lá entrar no carro.-O meu meio irmão entrou para o seu lugar.

-Ash, eu não consigo levantar o Dylan sozinha.-Expliquei porque tínhamos de o por dentro do carro, visto que ele está na cadeira de rodas.

-És um preguiçoso, meu.-O meu roomie brincou, saindo do carro.-Tens preguiça de andar, meu deus.

O Dylan riu enquanto eu abria a porta de trás. Foi complicado mas com a ajuda de ambos, o meu amigo conseguiu sentar-se direito no banco de trás, pondo o cinto de seguida.

-Eu vou atrás com o Dylan.-Eu disse ao Ash.

-Eu sei que não gostas de mim, mas não era preciso seres tão óbvia.-Ele reclamou, entrando no carro.

Fechei a porta que tinha aberto e dei a volta ao veículo, entrando pela outra porta de seguida.

-Mas tu ainda não sabes que eu te odeio?-Brinquei.

-Não foi isso que me disseste naquela noite.-Ele gozou, sorrindo pelo espelho retrovisor.

-Devo fazer alguma pergunta sobre isto ou não?-O Dylan questionou.

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