-O que é que estás aqui a fazer?-Voltou a perguntar o rapaz que eu odiava.

Se calhar tinha apanhado o autocarro errado. Se calhar tinha saído no lugar errado. Mas porque é que aquela casa tinha o número que o meu pai me dissera e as indicações pareciam certas?

-Bem eu acho que me vou mudar para aqui.-Expliquei um bocado confusa.

-Não! Não, não, não!-Exclamou ele com uma cara surpresa.

De repente fez-se luz na minha cabeça. Juro que naquele momento só queria pontapear tudo e todos. Eu sabia que o meu pai não tinha culpa mas, de todas as malditas casas, daquela maldita cidade, ele tinha de vir morar para aquela. Claro que tinha. Eu sei que ele não tinha culpa do otário que o Ashton era mas ainda assim aquilo era muito mau. E depois, lembrei-me do nome da Rose. Rose Irwin. Mãe do Ashton Fletcher Irwin.

-Não, eu não vou morar contigo!-Neguei na esperança de que fosse mentira.

-Tu és a filha do Andrew?-Ele perguntou incrédulo.

-E tu o filho da Rose.-Afirmei já em desespero, enquanto passava a mão pela minha testa.

-Yupe.-A sua expressão surpreendida mudou para o seu habitual sorriso cínico
-Olá, maninha!

-Não, isto não pode estar a acontecer! Quer dizer tu...-Fui interrompida do meu momento de negação.

-Ei, calma boneca. Vê o lado positivo: vai ser mais fácil curtires comigo.-Ele comentou, interrompendo-me desnecessariamente.

-Ew! Pensava que tinhas namorada!-Lembrei, pensando na rapariga com quem ele estava a curtir na paragem de autocarro.

-E tenho, mas ela não precisa de saber.-Ele piscou-me o olho e eu só queria partir-lhe a cara.

-És nojento, meu!-Eu estava a passar-me completamente.

-Então? Eu estava só a meter-me contigo Maya.-Ele levantou os braços em rendição e eu bufei.

De repente o meu pai abre a porta daquela vivenda.

-Maya, filha! Vejo que já conheceste o Ashton.-Ele sorriu, simpaticamente, enquanto punha as mais na cinta
-Ele é muito simpático, vocês vão dar-se bem!

-Também me parece, Andrew!-Respondeu o Ash colocando o seu braço à volta dos meus ombros.-Vamos lá para dentro, mana.

Fiz-lhe um olhar reprovador e entei na casa. Forcei um sorriso enquanto passava pelo meu pai.

Assim que pus os pés dentro daquela vivenda vi um hall de entrada enorme. Este era ligado à sala pelo lado esquerdo e, do lado direito, era ligado à cozinha, sendo separado desta última divisão apenas por uma porta de vidro deslizante que se encontrava aberta. O soalho castanho escuro da entrada era coberto por um tapete muito refinado. À minha frente, do lado direito encontravam-se escadas que iam dar ao andar de cima e, se seguissemos pelo pequeno corredor do lado esquerdo iríamos dar a outras escadas que nos conduziram à cave. Nesse corredor encontrava-se uma porta que era a casa de banho de serviço. Ainda no hall havia um pequeno móvel do lado esquerdo onde estavam pousadas várias fotografias de quando o Ash era mais pequeno.

O meu pai apressou-se a apresentar-me todos os cantos da casa enquanto o Ashton foi para o seu quarto. Obviamente não disse ao meu pai que o Ash era a pessoa que eu mais odiava à face da Terra porque não queria estragar-lhe o momento em que ele se muda para a casa do seu amor e tudo está perfeito. O meu pai já tinha demasiados momentos arruinados na sua vida, não precisava de mais um só porque eu não me dou com o meu futuro meio irmão.

Fomos em direção à cozinha. Esta tinha uma mesa de quarto lugares no centro e um balcão perfeitamente arrumado, atrás da mesma. O frigorífico e a dispensa estavam ao fundo da divisão.

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