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Sabem quando se sentem a ficar apaixonados por alguém? Bem, eu não. Normalmente eu não me apaixono facilmente e quando o faço é tão rápido que nem dou por ela.

É como se no início não estivesse muito interessada por essa pessoa. Aos poucos e poucos, começa a haver uma certa atração que eu não consigo entender. Mas de repente há algo que me faz olhar essa pessoa de outra forma. Talvez seja por causa de um sorriso, ou uma lágrima, por causa de uma frase, ou de um silêncio onde apenas os olhares foram partilhados, mas há um momento, no que eu chamo "Processo Da Apaixonação" ou "Começo Da Ida Para O Mais Maravilhoso Inferno", que me faz entender que me apaixonei. De um momento para o outro, como se fosse do nada, apaixono-me por uma pessoa que sempre vi como amiga, melhor amiga ou simplesmente conhecida. Por isso não, eu não sei como é que me sinto a ficar apaixonada, apenas fico.

Depois, claro, há o "Processo De Aceitação" ou "Processo Em Que Fico Dias A Tentar Admitir A Mim Própria Que Vou Para O Mais Maravilhoso Inferno, Enquanto Também Tento Negar Que Não Vou Para Lá", ou, se quiserem ir mais longe "Parte Em Que Eu Estou Em Guerra Comigo Própria". Acho que pelo nome dos processos já perceberam o que eu quero dizer, mas ainda assim passo a explicar. Depois de me apaixonar naquele horrivelmente incrível momento crucial da apaixonação, eu decido se estou ou não apaixonada. São aqueles dias em que não quero admitir a mim própria que me apaixonei mas que acabo por admitir, ou aqueles dias em que nego completamente que o momento da apaixonação aconteceu. A verdade é que nestes dias eu fico confusa. Tanto posso acordar a pensar que me apaixonei como posso acordar a pensar que não era nada. Fico uns dias a acordar das duas maneiras diferentes, como se fosse dia sim dia não, um dia penso que me apaixonei, no outro nego. No final desta batalha constante comigo mesma eu descubro qual dos lados venceu, o lado da negação ou o lado da aceitação, ou seja, se no final acabei por acordar todos os dias a pensar que não me apaixonei ou se acabo por acordar completamente apanhadinha.

Hoje, quando acordei ao lado dele estava confusa porque me doía a cabeça, por isso não avaliei em que dia estava. Mas assim que entrei no carro para o meu roomie me levar à aula de dança percebi que estava num dia de negação. A verdade, cá para mim, é que isto não é dia de negação nenhum, a verdade é que eu não estou apaixonada, só isso. E nem venhas, Stanley!

Mas eu... Cala-te!

Nem sequer me deixas fa... Para!

Estás a cortar o teu subconsciente porque estás num dia de... Tribbiani!

negação, logo estás já no segundo processo, logo estás a ficar...

-Maya.-Alguém chamou, e eu agradeci mentalmente pois finalmente o meu subconsciente calou-se.

-Sim.-Respondi virando-me para o local de onde a voz vinha.

-Tudo bem?-O Brad, um rapaz que também estava nas aulas de contemporâneo, perguntou.

-Sim, porquê?

-Estás parada no meio do corredor há para aí uns dois minutos.-Ele esclareceu.

Eu ri um bocado, ainda que envergonhada e dirigi-me à saída da academia de dança.

-Hey.-Chamei-o antes de me ir embora.-Viste o Dylan hoje?

Ele não me parecia estar na aula de contemporâneo, ontem faltou ao nosso treino para as audições e também não veio à festa.

-Ainda não sabes?-Ele questionou com um olhar preocupado.

-Não sei o quê?-Comecei a ficar nervosa.

***

Percorri os corredores do hospital a correr mesmo estando cansada e com dores de cabeça. O meu meio irmão vinha atrás de mim.

Roomies || 5SOS [Editing]Leia esta história GRATUITAMENTE!