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Deem suporte à fanfic, votem e comentem. Boa leitura!

PS: paciência, daqui a pouco a fanfic acaba. e leiam as notas finais se puderem.







Ficar tanto tempo em uma cama, sem poder fazer nada, me faz pensar sobre tanta merda e mudar de opinião tantas vezes. Com a bunda formigando de ficar sentado, eu lembro até das briguinhas da quarta série e porra, eu devia ter dado uma resposta melhor a Doo Hoojon.

Cabeça vazia, oficina do Yoongi. Eu sou a prova viva, incrível como é possível pensar tanta merda de uma só vez, acho que meu cérebro nunca trabalhou tanto, nem mesmo para resolver 245+445. Ao contrário das minhas paranóias, essa conta eu consegui resolver, é 680, mas e a resposta para meus problemas? Quando eu iria ter?

Todos os dias, um após o outro, eu via Jimin indo para lá e para cá exibindo suas pernas lindas, enquanto à mim restava ficar deitado em uma cama, ouvindo Dua Lipa e coçando o saco.

— Hey, babe — Jimin veio até mim, com remédios em mãos. — Ainda sente muito sono tomando essas coisas?

— Um pouco — suspirei, pegando o comprimido e empurrando goela abaixo com um gole de água. — Podemos andar hoje?

— Nós andamos ontem, você ficou com dores nas pernas. — disse, me olhando como se eu fosse uma criança.

O olhei de volta. — Eu pisei num amendoim.

— Você derrubou o pacote de amendoim porque sentiu dor na costela — me respondeu.

End game, Jeon Jungkook.

— O doutor disse que eu posso sair para caminhar — falei. — Você ouviu.
Ele não respondeu, apenas soltou um suspiro, mudando o foco do olhar. E era estranho como ele era contra a ideia de eu andar por aí, me recuperar.

— Quer assistir RuPaul’s comigo? — perguntei.

— Eu já assisti todas as temporadas.

— Nojenta — fiz uma careta.

— Pra bicha atrasada, eu só tenho uma coisa a dizer: Sashay, away — mostrou a língua, se levantando e seguindo para a cozinha.

Ele fica irritado quando eu falo de sair e andar. Mas eu não posso evitar, eu quero correr livre, como Forest Gump ao se livrar dos aparelhos em suas pernas.

Já basta que se eu tentasse transar, na primeira sentada ele iria terminar de me quebrar, eu ainda não posso passear?

Jimin, como de costume, passou a tarde inteira cozinhando batata - aparentemente as batatas mais duras da terra -, só para não ouvir eu pedir liberdade. O que não importava, já que pela noite, eu alcancei minhas muletas e andei em silêncio até a sala.

— Eu não tô lavando seu ouvido direito no banho, menino? — me perguntou, me olhando da cozinha.

— Sou um homem livre — protestei, caminhando pela sala até chegar ao rádio, qual liguei, deixando Sunmi cantar para mim através das caixinhas de som. — Rainha mesmo.

— Você tem pulga no rabo?

— Depois de um mês vegetando numa cama, acho que tenho até teia de aranha. — respondi, indo até as portas da sacada, mirando a vizinhança (prédios cinzas). — Não sei o que você quer, Jimin.

— Como assim? — perguntou, amassando tomates em uma panela.

— Quer que eu melhore?

— Claro que quero — levantou a cabeça para me olhar. — Mas se você sair feito macaco pulando nas coisas você não vai ficar bom.

Sunboy {jikook}Leia esta história GRATUITAMENTE!