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- Então, o que você gostaria de ganhar de presente esse ano? - perguntei à Jimin enquanto as crianças testavam golpes umas nas outras.

- Um carro - sorriu pra mim e eu engoli em seco.

- O que você acha de um pacote de macarrão instantâneo? - sorri amarelo. - Da marca que você quiser!

- Pode ser - Jimin pareceu sincero.

Digo e repito, ele não é real.

- Falando sério - pedi. - O que você precisa?

- Eu só preciso de um beijo seu - Jimin sorriu e se levantou. - Todo mundo em fila, por ordem de tamanho.

O que eu poderia dar à ele?

Eu o conhecia há pouco tempo, eu nem sabia que seu aniversário estava próximo. Eu não sabia de nada que ele pudesse gostar. E não confiava o suficiente em meu próprio gosto.

- Sensei - ouvi Jinyoung gritar. - Diga ao Yugyeom que eu sou mais alto que ele.

- É nada, eu sou muito maior - Yugyeom respondeu.

- Me respeite - Jinyoung tentou ir para trás do outro menino na fila. - Sou seu hyung!

- Jinyoung - Jimin interferiu. - Pare com isso, já conversamos sobre essa atitude. E não, você não é maior que o Yugyeom.

- Assim como o Jimin sensei não é maior que eu - falei. - Uns nascem altos e outros baixinhos. É a vida.

- Altura não significa nada - Jimin falou calmamente. - Tamanho não é documento. Você pode ser alto e forte e ainda assim ser derrubado por um baixinho em quarenta segundos.

Eu não brinco mais.

- Vão em fila tomar água e ir ao banheiro e retornem - Jimin mandou e eles fizeram.

- Quarenta segundos? - provoquei.

- Trinta e nove se quiser - sorriu adoravelmente.

Eu acho que gosto de apanhar dele.

- Me mostra - parei no centro do "tatame".

- Ah, as crianças - Jimin suspirou, vindo ao meu encontro. - Sempre demoram a aprender a lição.

E ele me chutou, perto da orelha, e eu revidei, com uma tapa no abdômen, ele rebateu, com uma joelhada nas minhas costelas, e uma cotovelada próxima ao meu pescoço. Eu empurrei Jimin até que caísse, e prendi suas pernas com meus braços, deixando-o sem movimentos por um momento, mas ele pegou impulso e rolou para o lado, me fazendo soltá-lo e chutou a parte de trás de minha cabeça, me empurrou no chão e subiu encima de mim, sentou-se em meu abdômen,  imobilizando meus braços com seus joelhos, e a mão aberta apontando para o meu pescoço.

Sabe aquela música do Big Bang? Loser.

Estávamos ofegantes, Jimin sentado em mim e eu me sentindo fraco.

- Trinta e oito - sorriu para mim, com seu cabelo brilhante bagunçado e a malícia em seus olhos.

Meu corpo estava dolorido, não tão forte, mas ainda era desconfortável. Jimin saiu de cima de mim e eu me levantei, humilhado.

- Mas está melhorando - mandou um "joinha" para mim. - Da primeira vez não conseguiu revidar nem um golpe.

- Eu estava frágil - tentei me defender. - Tinha acabado de levar o maior pé na bunda de toda a minha vida.

- Coitadinho - beliscou meu queixo. - Vou ter que ajudar outro professor. Até mais tarde.

Não, fique aqui, vamos transar no meio desta sala, correndo o risco de alguém entrar a qualquer momento. Quero foder você com adrenalina.

Sunboy {jikook}Leia esta história GRATUITAMENTE!