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Meu coração quase dilui quando abri a porta da sala, e vi Jimin lá, alongando-se com as crianças.

E eu não consegui me mover. Eu precisei ficar parado um tempo, admirando toda a sua fisionomia.

Não acredito que tenho ele nas mãos.

Enfim, pigarreei para chamar sua atenção, e ele se virou para mim, sorriu e me cumprimentou formalmente.

- Bom dia - disse à eles, e estes, desejaram-me um 'bom dia' também.

Não consegui falar com o Jimin, eu precisei me concentrar na aula. Nós ensinamos às crianças algumas técnicas para derrubar o oponente.

Eu gostava de dar aula. E com Jimin do lado, ficava melhor ainda. Ele tinha um dom, ele encantava as crianças e soava como um verdadeiro herói quando demonstrava um golpe, e os pequenos abriam suas bocas em perfeitos "O".

Eles amavam o Jimin.

E eu não podia julgar.

- Tudo bem - eu disse, fazendo-os parar de treinarem os movimentos. - Vão tomar água e ir ao banheiro, e retornem.

Eles foram, um atrás do outro e Jimin sorriu em minha direção.

- Me desculpe por ontem - pedi, me sentindo envergonhado.

- Foi engraçado - ele se encostou no armário, ainda sorrindo. - YoungJin.

- Eu sou um otario - fechei os olhos com força, tentando espantar o constrangimento.

- Você só é um pouco bobo - riu. - Mas eu gosto de você assim mesmo.

Meu coração se aqueceu assim que ouvi aquilo.

Eu queria tanto beijá-lo. Mas não podia fazer isso no meio da sala.

E nós ficamos apenas em silêncio, sorrindo, enquanto eu arrumava os materiais para exercitar as crianças.

Nós terminamos de dar nossa aula, sem nenhuma interrupção, além de Yugyeom e Jinyoung que quase falaram palavrões um para o outro.

E eu nunca quis que uma tarde pasasse tão rápido. Deus, como eu queria que desse logo a hora de ir embora. Eu simplesmente estava inconformado com a distância entre eu e Jimin.

Ele teve que ajudar outro professor e eu fiquei na sala, cuidando das formalidades da minha turma.

Quando eu bati o cartão, nunca me senti tão livre.

Esperei por Jimin, na frente da academia, e senti meu estômago ventilar quando o vi sair pela porta, jogando o cabelo louro para trás, e sorrindo.

Como Deus conseguiu acertar tão bem na beleza de um ser humano?

Se é que Park Jimin é humano.

- Esperando por alguém? - passou por mim, e eu o segui.

- Um cara chamado Park Jimin - contei. - Ele é baixo, tem o cabelo mais macio que já toquei, mãos pequenas, olhos brilhantes, boca gostosa e bochechas gordinhas. E eu o adoro. Você conhece ele?

- Não faço a mínima idéia de quem seja - disse Jimin, e depois sorriu. - Pra minha casa?

Eu estava pronto para dizer um 'sim', alto e nítido. Mas...

- Não - eu disse, e ele parou de andar, me olhando confuso. - Vamos para a minha casa.

Eu nunca o levei lá. Ele já esteve no prédio, mas nunca em meu apartamento.

Sunboy {jikook}Leia esta história GRATUITAMENTE!